Plano Regional para a Inclusão Social e a Cidadania dos Açores em consulta pública
13 de jan. de 2025, 18:00
— Lusa/AO Online
O PRISC foi publicado esta segunda-feira na
página oficial da internet do executivo açoriano e recolhe contributos
até ao dia 13 de fevereiro (através do endereço de correio eletrónico consultapublica.pobreza@azores.gov.pt).O
documento resulta de um processo de avaliação, iniciado em 2022, da
Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social 2018-2028
(ERCPES) da Região Autónoma dos Açores e terá incidência sobre o período
de 2025 a 2028.Segundo o Governo
Regional, o objetivo do PRISC, elaborado pelo Centro de Estudos Sociais
da Universidade de Coimbra, é “apresentar propostas e delinear uma
estratégia de ação que promovam uma efetiva integração das pessoas em
situação de exclusão social e reduzam a taxa de pobreza e o risco de
pobreza na Região Autónoma dos Açores”.De
acordo com o documento, o PRISC pretende “diminuir a pobreza monetária
em 40% na Região Autónoma dos Açores de 2025 a 2028, com uma redução
anual de 10%”.Para o plano foram definidas
cinco dimensões estratégicas que servirão de base à definição das
medidas a implementar: rendimento, educação e formação, trabalho,
habitação e saúde.No rendimento, constam
medidas como o “apoio monetário unificado a crianças e jovens até aos 18
anos dos agregados familiares beneficiários do PRISC que se adicionará
aos outros apoios já previstos (subsídios de precariedade económica,
abono de família, ação social escolar)”, a atribuição de um apoio
complementar a idosos e de um cartão aos agregados familiares com
‘plafond’ mensal para aquisição de alimentos. Promoção
de oportunidades educacionais e do sucesso educativo de todas as
crianças e jovens na escola pública, com prioridade para crianças e
jovens destinatários do PRISC, e promover o aumento de lugares em
creche, creche familiar ou amas e pré-escolar, “de modo a eliminar as
listas de espera nas respostas dirigidas aos respetivos grupos etários”,
são algumas medidas que constam na educação e formação.Para
a área do trabalho está prevista, entre outras ações, a atribuição de
um complemento social regional aos rendimentos dos trabalhadores dos
agregados beneficiários do PRISC e a promoção da dupla inserção no
mercado de trabalho de famílias conjugais e a empregabilidade dos
agregados monoparentais.Na habitação,
salienta-se a criação de uma rede de alojamentos certificados pelos
serviços do Governo Regional dos Açores para serem utilizados pelos
utentes e a garantia de um parque habitacional público em que, pelo
menos, 25% dos alojamentos possuem acessibilidade arquitetónica, dando
prioridade à requalificação dos alojamentos ocupados por pessoas com 65
anos ou mais e pessoas com deficiência. Por
fim, na saúde, são propostas medidas como a prioridade no acesso dos
agregados destinatários com crianças, jovens e idosos à rede de cuidados
de saúde primários, tendo como articulador o enfermeiro de família, e o
acesso gratuito a medicação, através de parcerias com farmácias de
referência, para pessoas destinatárias com doença crónica e doença
mental. O Governo dos Açores aprovou o
PRISC na quinta-feira, na generalidade, e decidiu a sua submissão a
consulta pública, pelo prazo de 30 dias, revelou o vice-presidente do
executivo, Artur Lima, na apresentação das deliberações do Conselho do
Governo.O governante referiu tratar-se de
“um plano focalizado e com medidas dirigidas diretamente às pessoas e
agregados em situação ou em risco de pobreza e exclusão social”.“Como
princípios de atuação assumem-se a construção de parcerias e redes
efetivas, a articulação entre serviços e instituições, a auscultação das
pessoas e identificação das suas necessidades, bem como a clareza e a
transparência nos processos, eliminando a discricionariedade”, explicou.