Plano de Ordenamento Turístico dos Açores “reavaliado” ainda este ano
20 de mai. de 2021, 15:13
— Lusa/AO Online
Na sequência de uma intervenção
política de António Lima, do BE/Açores, no parlamento regional, Mário
Mota Borges referiu que os projetos de construção de hotéis estão “em
apreciação no âmbito da suspensão do POTRAA”, sendo que o documento vai
ser “reavaliado” no parlamento, ainda este ano.António
Lima tinha declarado que “em seis meses de governação, o Governo dos
Açores já aprovou mais 1.000 camas” e que em alguns "pontos da costa
norte de São Miguel já existem petições a dizer basta a este ataque ao
território e ao ambiente, como existiram no passado contra outros
atentados que se preparavam para a costa sul”.“Quando
é que acaba este regabofe que só serve para destruir o nosso património
ambiental?", questionou o deputado e líder da estrutura regional do
Bloco de Esquerda.António Lima abordou a
política de transportes para referir-se ao encaminhamento de passageiros
na região, tendo questionado o Governo Regional se os Açores vão
“continuar, quando a economia abrir e o turismo voltar, a ter filas de
residentes para apanhar o avião, andando estes cheios de encaminhamentos
gratuitos". O secretário dos Transportes
do executivo regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, referiu que vão ser
promovidas nos encaminhamentos as “alterações necessárias", mas "apenas
naquilo que é o estritamente necessário, evitando que sejam preenchidos
por pessoas que de uma ilha passam para a outra para apenas apanhar
aquilo que é o voo mais barato”.Mário Mota
Borges referiu que “dentro de muito pouco tempo” terá novidades sobre a
tarifa aérea Açores, de 60 euros - que permitirá aos açorianos viajarem
pelo mesmo preço entre todas as ilhas – mantendo a data de entrada em
vigor de 01 de junho.O governante anunciou
ainda que “em menos de de 15 dias” também existirão novidades sobre o
concurso público relativo às obrigações de serviço público aéreo
interilhas.No contexto da declaração
política do BE/Açores, o deputado Francisco César, da oposição
socialista, considerou que os agentes do sector turístico “não sabem o
que o verão lhes reserva”, referindo que se desconhece a estratégia para
o sector, bem como para os transportes aéreos, reinando um “silêncio
absoluto” por parte do executivo açoriano. O
social-democrata António Vasco Viveiros recordou que a definição das
obrigações de serviço público interilhas era uma “obrigação do anterior
Governo e não do atual”, uma vez que estas terminaram em setembro de
2020, salvaguardando que o anterior executivo socialista revelou
“incapacidade de marcação de viagens na época alta” e que a Associação
de Turismo dos Açores (ATA) “possui um contrato-programa superior aos
últimos anos”.A ATA é responsável por
promover o destino Açores, através de parceria celebrada com o Governo
dos Açores, que “abandonou”, entretanto, no anterior executivo, os seus
corpos sociais, como referiu o deputado do PPM Paulo Estevão.