PJ investiga causas de incêndio que vitimou mortalmente uma mulher na Horta
16 de dez. de 2020, 15:03
— Lusa/AO Online
"O
facto de a PJ estar a investigar o incêndio é prática comum, uma vez
que houve uma vítima mortal, mas aguardamos pela conclusão das
investigações", disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros
Voluntários do Faial, Nuno Henriques, referindo que se continua a tentar
apurar as causas do incêndio.O fogo
deflagrou ao início da noite de terça-feira num bloco de apartamentos no
centro da cidade da Horta, onde residiam 10 famílias, algumas das quais
ficaram retidas nos pisos superiores, sem conseguirem fugir para a rua."À
nossa chegada, deparámo-nos com as chamas a saírem pela janela do
apartamento. Priorizámos a proteção das vítimas que estavam às janelas a
pedir socorro. Fizemos operações simultâneas de proteção, combate e
salvamentos, uma vez que as escadas estavam completamente cheias de
fumos e de gases", explicou Nuno Henriques.Uma
mulher de 56 anos acabou por morrer na sequência do incêndio e
10 outros moradores tiveram de receber tratamento hospitalar, devido à
inalação de fumos, numa operação de socorro que o comandante dos
Bombeiros Voluntários do Faial descreve como difícil."Foi
um incêndio com uma complexidade acrescida, não só pelo número de
vítimas envolvidas e pela quantidade de salvamentos que tivemos de
fazer, bem também pela própria estrutura do prédio, que tem quatro
pisos. Além do mais, o apartamento onde o incêndio deflagrou estava
praticamente tomado pelas chamas à nossa chegada", recordou.Segundo
o presidente da Câmara Municipal da Horta e do Serviço de Proteção
Civil Municipal, José Leonardo Silva, foi necessário realojar 25
pessoas, que aguardam ainda por uma vistoria técnica ao edifício,
para saber se podem ou não regressar a casa."Trinta
pessoas foram afetadas, 25 foram realojadas pela Câmara Municipal numa
unidade residencial local e quatro foram para casa de familiares",
realçou o autarca. A 30.ª pessoa afetada foi a mulher de 56 anos que
morreu. A Proteção Civil Municipal,
recordou, esteve no local "desde a primeira hora, no sentido de acolher
as pessoas e acompanhar todo o processo", aguardando agora pelo
resultado da vistoria.O presidente da
Junta de Freguesia da Matriz, Laurénio Tavares, acompanhou também as
vítimas do incêndio e disse à Lusa que todas elas aguardam, "com alguma
ansiedade", pela autorização das autoridades policiais e da Proteção
Civil para poderem voltar para os seus apartamentos.A
vistoria “será feita por técnicos da Câmara Municipal e do Governo
Regional, para ver das condições de habitabilidade do próprio prédio e
saber se podem ou não regressar a casa", acrescentou.O
bloco de apartamentos onde o incêndio deflagrou foi construído há pouco
mais de uma década, para albergar algumas das vítimas do terramoto de
1998 na ilha do Faial.