PJ faz buscas no Turismo dos Açores por suspeita de fraude e peculato, presidente constituído arguido
27 de fev. de 2019, 14:14
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada da
Polícia Judiciária (PJ) explica que a operação se desenvolveu na
terça-feira e hoje e que foram "realizadas, no concelho de Ponta
Delgada, cerca de 20 buscas a empresas, residências e viaturas, que
permitiram a apreensão de abundantes elementos com interesse probatório,
entre os quais documentação contabilística, faturas, contratos,
pagamentos, relatórios de execução de projetos, dados informáticos e
correio eletrónico"."Foram
constituídos cinco arguidos, entre eles o presidente da instituição em
causa […] e uma responsável de departamento, sua familiar, os quais são
suspeitos de, articuladamente e em conluio com outras pessoas”, terem
“atuado ao longo de vários anos à margem das regras relativas à
contratação pública, com vantagens pessoais e para terceiros",
acrescenta a polícia.Fonte
policial confirmou à agência Lusa que o presidente da Associação
Turismo dos Açores, Francisco Coelho, é um dos cinco arguidos, havendo
também pelo menos duas entidades coletivas neste grupo.O
coordenador da PJ nos Açores, João Oliveira, disse à agência Lusa que
"a investigação vai continuar", frisando que "esta fase da operação
ainda está em curso durante o dia de hoje", com a realização de "algumas
buscas a empresas no concelho de Ponta Delgada".Segundo o responsável, as suspeitas referem-se a alegados crimes cometidos "nos últimos anos". A
operação, denominada “Nomos”, foi realizada com a colaboração do OLAF -
Organismo Europeu de Luta Antifraude e de elementos de Unidades de
Perícia Financeira e Contabilística e de Perícia Informática Forense.O inquérito é tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Ponta Delgada.Questionado
já na terça-feira acerca das buscas, o presidente do Governo Regional
dos Açores, Vasco Cordeiro, disse apenas esperar que tudo se esclareça
depressa.“A
posição do governo é que se esclareça tudo o mais rapidamente possível. E
as entidades estão a fazer o seu trabalho em relação a essa matéria”,
afirmou aos jornalistas, à margem de uma visita do executivo à ilha da
Graciosa.