PJ faz buscas em organismos públicos por suspeitas na aquisição de serviços informáticos
3 de abr. de 2025, 12:01
— Lusa/AO Online
"No centro da investigação
encontra-se um conjunto de indivíduos que, em conjugação de esforços e
de forma premeditada, viciaram dezenas de procedimentos de contratação
pública e privada, num valor total global não inferior a 17.000.000,00€
(dezassete milhões de euros)", referem, num comunicado conjunto, a PJ e a
Procuradoria-Geral da República.Segundo a
nota, as diligências decorrem "em domicílios, escritórios de
contabilidade, sedes de sociedades, Institutos Públicos e outros
serviços do Estado" e "destinam-se à recolha de informação relacionada
com funcionários" e não com "decisores políticos"."Estão
em causa condutas relacionadas com a aquisição de serviços na área da
Tecnologia da Informação, por várias entidades públicas e por uma
entidade privada, entre os anos 2017 e 2025", precisam a PJ e a PGR.Em
causa na operação Pactum estão suspeitas, "em abstrato", de
participação económica em negócio, acesso ilegítimo com violação de
confidencialidade, abuso de poder, corrupção ativa e passiva,
falsificação de documentos, falsidade informática, fraude na obtenção de
subsídio, fraude fiscal qualificada, tráfico de influência, associação
criminosa e branqueamento.Na execução de
75 mandados de buscas e apreensão estão 250 inspetores da PJ, 50
especialistas de polícia científica, dois juízes de instrução e três
magistrados do Ministério Público.O
inquérito, dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação
Penal (DCIAP) com a coadjuvação da PJ, está em segredo de justiça.Segundo
alguns órgãos de comunicação social, entre as instituições que estão a
ser alvo de buscas estão o Banco de Portugal, a Secretaria-Geral do
Ministério da Justiça e o Instituto de Registos e Notariado.