PJ em operação internacional que deteve 26 pessoas por tráfico de seres humanos e branquemento

29 de nov. de 2024, 12:50 — Lusa/AO Online

Em comunicado, a PJ diz que as autoridades suspeitam que, desde 2022, esta rede tenha trazido para a Europa, Reino Unido e países da América do Norte vários milhares de pessoas, fornecendo-lhes bilhetes de avião, documentos falsos e outros recursos para facilitar as suas viagens ilegais.Segundo a PJ os lucros obtidos de forma ilegal estão estimados em várias centenas de milhões de euros.A operação “Colombo” foi liderada pela França, com o apoio da Europol, com participação de Portugal participou através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T).Além das detenções, foram apreendidos na operação vários imóveis (sete moradias e quatro lojas) no valor aproximado de 2,5 milhões de euros, 25 contas bancárias com mais de 150 mil euros, 121 mil euros em criptomoedas e seis veículos luxuosos, no valor de cerca de 110 mil euros.Foram ainda apreendidos ouro e joias avaliados em mais de 4,5 milhões de euros, 1.700 euros em vouchers de restaurante, maquinaria para a produção de joalharia com valor estimado em meio milhão de euros e 320 mil euros em dinheiro.Na sequência de uma investigação por burla e fraude, a PJ conseguiu identificar quatro contas que estavam referenciadas pelas autoridades francesas no âmbito da operação "Colombo", tendo ainda apreendido centenas de milhares de euros.A PJ apurou ainda que os responsáveis pela constituição das empresas e abertura das contas deslocaram-se a território nacional apenas para montar uma rede de branqueamento (constituição de empresas, abertura de contas bancárias, receber e dissipar fundos com origem em diversos ilícitos), tendo abandonado Portugal de imediato.Além de Portugal, a investigação contou ainda com o apoio das autoridades do Luxemburgo e Reino Unido, além de outros países da UE e fora da UE.