PJ desmantela uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa
9 de set. de 2019, 10:10
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a PJ explica que, através da
Unidade Nacional de Combate à Corrupção e com a colaboração da EUROPOL,
desmantelou a rede de contrafação de moeda falsa, comercializada através
da designada ‘darknet’, numa operação que envolveu oito buscas,
domiciliárias e não domiciliárias.Foram
apreendidas na operação ‘Deep Money’ 1.833 notas falsas (1.290 notas de
50€ e 543 de 10€), num total de 69.930,00€, bem como “diversos objetos
relacionados com a produção das notas, nomeadamente computadores,
impressoras, papel de segurança com incorporação de filamento de
segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas
ultravioleta e tinteiros”.Foram detidas
cinco pessoas, três homens e duas mulheres, com idades compreendidas
entre os 26 e os 63 anos, pelos crimes de contrafação de moeda e
associação criminosa. O líder do grupo criminoso era um cidadão
português residente da Colômbia, que foi detido no âmbito de um mandado
de detenção Internacional.Os cinco detidos ficaram em prisão preventiva.“Esta
rede criminosa encontrava-se a operar desde, pelo menos, o início de
2017, tendo sido responsável pela produção de mais de 26 mil notas,
maioritariamente de € 50”, refere a PJ.Esta
operação contou com a participação de outras unidades da Polícia
Judiciária, designadamente da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e
à Criminalidade Tecnológica e do Laboratório de Polícia Científica.As
notas contrafeitas foram apreendidas em praticamente todo o espaço
europeu, com maior incidência em França, Alemanha, Espanha e Portugal,
atingindo um valor superior a 1 milhão e 300 mil euros.“As
notas falsas eram publicitadas num dos principais mercados da darknet,
sendo as encomendas recebidas tanto através de mensagens privadas no
referido mercado, como através de plataformas de conversação
encriptadas”, refere a PJ no comunicado, acrescentando que,
posteriormente, após o pagamento, em regra efetuado através de moeda
virtual, “as notas eram enviadas por via postal, a partir de Portugal,
local onde se encontravam a ser produzidas”.“A
elevada qualidade das notas produzidas por esta rede criminosa era
reconhecida por todos os compradores, assente na utilização de papel de
segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e
bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta, marca de água e
talhe doce”, explica.O presumível líder
deste grupo criminoso, um cidadão português residente na Colômbia desde
meados de 2018 e com antecedentes por crimes diversos, foi detido nesse
país no âmbito de um Mandado de Detenção Internacional emitido pelas
autoridades portuguesas, na sequência de estreita colaboração com as
autoridades colombianas.“Nos últimos dias,
as autoridades colombianas procederam à sua expulsão do país, tendo
sido detido pela Policia Judiciária, já em território nacional”,
acrescenta a PJ.A PJ diz que dará mais esclarecimentos sobre a operação pelas 11:30, no edifício-sede da Polícia Judiciária, em Lisboa.