PJ desmantela rede criminosa de tráfico de droga por via marítima e detém duas pessoas

3 de jul. de 2024, 12:13 — Lusa/AO Online

Em comunicado, a Polícia Judiciária dá conta que a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes daquela polícia realizou, nos últimos dias, uma operação de combate ao tráfico internacional de droga por via marítima, que visou a desarticulação de uma rede criminosa estruturada que operava nos Países Baixos e em Portugal, tendo terminado com duas detenções.Segundo a PJ, esta operação, denominada 'Labirinto', foi realizada simultaneamente nos dois países e permitiu desmantelar a infraestrutura do grupo de crime organizado indiciado por tráfico de droga, participação em organização criminosa, rapto, tomada de reféns e sequestro.A PJ indica que os detidos são estrangeiros, de 48 e 52 anos, e um deles é alvo de pedido de detenção por parte dos Países Baixos e outro procurado internacionalmente pela Interpol e sobre o qual pendem vários mandados de captura pelo crime de homicídio.A Polícia Judiciária realizou duas buscas no âmbito da operação, que resultaram na apreensão “de elevadas quantidades de dinheiro, vários veículos topo de gama, bens de luxo, sistemas de comunicações e diverso equipamento informático”.Na sequência das investigações desenvolvidas, a PJ sublinha que foi possível identificar um dos centros de operações deste grupo criminoso, situado na zona metropolitana de Lisboa, local onde o suspeito residia e a partir do qual dirigia e coordenava as operações.De acordo com a PJ, a organização praticou vários crimes violentos que visaram tomar posse da droga através do uso da força e com recurso a armas de guerra.“Dado o grande potencial económico da organização, os seus membros dispunham de fortes medidas de segurança e autoproteção, nomeadamente de meios avançados de transmissão de informação, tanto a nível individual como o utilizado no uso de contra medidas policiais”, refere a PJ, frisando que as investigações vão continuar.Os detidos vão ainda ser presentes às autoridades judiciárias competentes para aplicação das medidas de coação.