PJ desmantela em Portugal grupo transnacional dedicado a burlas informáticas
12 de nov. de 2024, 18:00
— Lusa/AO Online
A operação esteve a
cargo da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade
Tecnológica (UNC3T) e em causa estão crimes de falsificação de
documentos, burlas informáticas e branqueamento de capitais, através do
modus operandi (modo de atuação) conhecido como “CEO Fraud”, adianta a
PJ, em comunicado.A Judiciária explicou
que “o dinheiro obtido de forma ilícita, que ascende a cerca de um
milhão e duzentos mil euros, era proveniente de contas bancárias
sediadas no estrangeiro, designadamente no Canadá e em Itália”. Segundo
a informação avançada pela PJ, “os suspeitos burlavam empresas sediadas
naqueles países e o dinheiro ia sendo transferido para contas
nacionais, especificamente criadas para rececionar estes fundos, que,
mal entravam em território nacional, eram imediatamente dissipados para
outras contas bancárias”.As campanhas de
“CEO Fraud” caracterizam-se, essencialmente, pelo envio de emails ou
mensagens de texto (sms ou através de aplicações) em que um agente
malicioso, fazendo passar-se por uma entidade relacionada com a
organização alvo (por exemplo, diretores executivos ou fornecedores),
fazem pedidos tipicamente de natureza financeira a colaboradores dessa
mesma organização, podendo conduzi-los a realizar transferências
bancárias para contas associadas ao atacante, explica a PJ.Os detidos vão ser ouvidos em primeiro interrogatório para aplicação de medidas de coação.