Pirataria de conteúdos audiovisuais é criminalidade altamente organizada
Hoje 10:33
— Lusa/AO Online
"Não
estamos a falar só de direitos de autor, não estamos a falar só da
divulgação de conteúdos ilegais. Estamos também a falar de algo que
fomenta o branqueamento de capitais e que gera muito dinheiro",
sustentou Carlos Cabreiro, à margem do IV Colóquio Internacional sobre
Pirataria de Conteúdos Digitais, que decorre na sede da PJ, em
Lisboa.O dirigente precisou que, embora
"aos olhos dos cidadãos" a pirataria pareça "algo que é muito simples e
que só provoca vítimas individuais ou que afeta as empresas", em causa
estão estruturas que se organizam "de forma a disseminar os lucros que
provêm da atividade criminosa".Carlos
Cabreiro, até há cerca de um mês diretor da Unidade Nacional de Combate
ao Cibercrime da PJ, lamentou ainda que em Portugal existam "elevados
níveis" que recorrem à pirataria para assistir a conteúdos como séries,
filmes ou desporto, realçando a importância de campanhas de prevenção.Entre
estas, destacou a que foi lançada há cerca de um ano pela PJ em
parceria com a Sport TV com o mote "Não é só um jogo. É crime. És
criminoso?", contra serviços de transmissão gratuita de jogos de
futebol, um conteúdo pago."Cerca de 34% dos jovens [em Portugal] dizem que consomem conteúdos ilegais e isso por si só é preocupante", frisou.A conferência é coorganizada pela PJ e pela FEVIP - Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais.