Pimenta, Mamona e Martins aproveitaram ‘rampa’ dos Jogos Mundiais Universitários
14 de jul. de 2025, 16:25
— Lusa/AO Online
As
antigas Universíadas, agora denominadas Jogos Mundiais Universitários,
terão a sua 32.ª edição na Alemanha, espalhada por várias cidades
sobretudo na região Rhine-Ruhr, mas também a capital Berlim, e poderão
lançar novos nomes para o estrelato, na senda dos 48 anteriores que
subiram ao pódio nesta competição multidisciplinar.Camila
Rebelo, nadadora campeã da Europa dos 200 metros costas, já sabe o que é
ir ao pódio, depois de duas pratas na última edição, inicialmente
agendada para 2021 mas que decorreu apenas em 2023, e é a principal
‘estrela’ da comitiva lusa.A par de
Rebelo, que viajará depois para os Mundiais em Singapura, estão outros
nomes de monta da modalidade, como Francisca Martins, Mariana Cunha e
Rafaela Azevedo, enquanto a judoca Taís Pina é outra ‘promessa’ de
medalha.No atletismo, Agate Sousa, um dos
principais nomes do atletismo europeu no que ao salto em comprimento diz
respeito, a meiofundista Mariana Machado e Duarte Gomes, um dos mais
rápidos do continente nos 5.000 metros em 2025, são os principais
destaques.Todos estes nomes, como outros
que aqui poderiam ser elencados, procuram seguir as pisadas de alguns
dos maiores nomes da história do desporto português, que aqui viveram um
momento de primeira afirmação, por um lado, ou de plena confirmação,
por outro.Entre as 18 pratas conquistadas
por Portugal está a de Patrícia Mamona em Shenzhen2011, uma década antes
de se sagrar vice-campeã olímpica no triplo salto, em Tóquio2020 –
hoje, a triplista que quer fechar a carreira em Los Angeles2028 é a
chefe de missão portuguesa na Alemanha.De
resto, dos 17 ouros, 18 pratas e 13 bronzes da história portuguesa na
competição, é de notar um duplo título para o canoísta Fernando Pimenta,
em Kazan2013, ainda antes das duas medalhas olímpicas que soma hoje em
dia, e duas pratas para o melhor lutador de taekwondo português de
sempre, Rui Bragança.De Gwangju2015,
Filipa Martins trouxe um bronze histórico para a ginástica portuguesa, e
também é a melhor da sua modalidade para Portugal, prova de que subir
ao pódio nas Universíadas normalmente indicia muita qualidade – que o
digam Evelise Veiga (Nápoles2019) ou Nuno Borges (Taipé2017).