Piloto do helicóptero que caiu ao rio Douro indiciado por homicídio negligente
10 de jul. de 2025, 12:13
— Lusa/AO Online
A
PJ disse, em comunicado, que está a investigar a queda do helicóptero
ao rio Douro, no dia 30 de agosto de 2024, que vitimou militares da GNR
na zona de Cambres, concelho de Lamego, distrito de Vila Real.Esta
polícia acrescentou que no dia 27 de junho realizou uma operação, na
localidade de Vila Real, para apurar “as concretas circunstâncias em que
ocorreu a queda” da aeronave, num inquérito dirigido pelo Ministério
Público – Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de
Coimbra.No âmbito da investigação,
conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, foram
realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias e “apreendido
diverso material probatório”.A PJ disse
que o piloto da aeronave, de 46 anos, foi constituído arguido e está
indiciado pelos crimes de condução perigosa de meio de transporte por
ar, água ou caminho-de-ferro e homicídio negligente.Acrescentou
ainda que o arguido foi sujeito a primeiro interrogatório judicial,
tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de suspensão do exercício
de funções e proibição de contactos com as testemunhas do inquérito.A
Judiciária adiantou que a investigação prossegue com a colaboração da
Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, a Autoridade
Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Força Aérea e a Autoridade
Nacional de Aviação Civil.No final de
agosto, um helicóptero que fazia parte do dispositivo de combate a
incêndios caiu ao rio Douro, entre Lamego e o Peso da Régua, o que
causou a morte de cinco militares da GNR que faziam parte da Unidade de
Emergência de Proteção e Socorro.A
aeronave regressava à base em Armamar, depois de ter sido acionada para
um incêndio em Baião, quando caiu ao rio. Apenas sobreviveu o piloto.