Pico “no limite” do abastecimento de água

Hoje 16:33 — Lusa/AO Online

A autarca disse à agência Lusa que esta situação se tem agudizado com a pressão do turismo sobre o território, sendo que os municípios procuram “corresponder às necessidades acrescidas”.Segundo Catarina Manito, o concelho da Madalena “é um dos municípios da região como maiores dificuldades no abastecimento de água e na captação”, e o Pico “é um território geologicamente muito jovem”, sendo que as captações em profundidade “têm bastante intrusão salina”.O município vai investir, no âmbito do Programa Operacional dos Açores 2030, em dois furos “que já estão em fase de prospeção”, e “espera-se que tenha água de qualidade para o abastecimento” à população.“Vivemos no limite do abastecimento de água e tem de haver soluções a curto prazo, que não são as ideais”, afirmou Catarina Manito.De acordo com a autarca, “o ideal era que se pudesse ter captação e retenção da pluviosidade que se faz sentir na ilha”, um projeto em desenvolvimento pelos três municípios do Pico em parceria com o Governo dos Açores.Reivindica-se, por outro lado, a impermeabilização da lagoa do Paul "para transportar água em altitude e trazê-la depois, mas não só, também para o abastecimento público”.Ao contrário de zonas continentais, onde a maioria da água utilizada no abastecimento provém de origem superficial, nos Açores, cerca de 98% da água provém de origem subterrânea.O Governo dos Açores revelou este mês que vai avançar com a adjudicação de sete empreitadas no abastecimento de água, orçadas em 718 mil euros, nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Graciosa.Segundo um comunicado do executivo açoriano, as intervenções abrangem infraestruturas de abastecimento de água nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Graciosa, contribuindo para a “melhoria da eficiência hídrica, redução de perdas e reforço da resiliência dos sistemas de distribuição”.