Pichardo e Dongmo querem medalhas na pista de Eugene
Atletismo/Mundiais
13 de jul. de 2022, 12:24
— Lusa/AO Online
A preparação lusa para estes
campeonatos, que se disputam em Eugene, Oregon, de 15 a 24 deste mês,
tem sido meticulosa e grande parte da seleção esteve em estágio na
Califórnia, já a preparar a sempre complicada diferença horária.Neste
caso, serão oito horas que os 23 atletas lusos terão de 'anular' para
fazer boa figura na 'festa' que os Estados Unidos vão fazer, no seu
carismático local de seleções, a pista da Universidade de Oregon, na
estreia como país anfitrião.O número de
portugueses supera os que estiveram em Doha, há três anos, mas está
distante dos 30 que competiram em Atenas97, no auge de atletas como
Fernanda Ribeiro, Manuela Machado e Carla Sacramento.Agora,
o quadro é totalmente diverso, apesar de se falar em medalhas
prováveis, tal como nesses 'anos de ouro' do atletismo luso.O meio-fundo praticamente desapareceu e pela primeira vez a comitiva não integra um único maratonista.Aquela
que ainda é a especialidade com mais presenças de portugueses, 52, até
teve mínimos feitos, por Solange Jesus, mas a atleta decidiu optar pelos
campeonatos da Europa, que também se realizam este ano, num calendário
internacional ainda em acertos da paragem forçada pela pandemia de
covid-19.Agora, a marcha é o setor mais
representado, sem que se espere a repetição do brilharete de João Vieira
em Doha2019, vice-campeão dos 50 km marcha, ou que Inês Henriques volte
ao fulgor que a levou a ser a última campeã portuguesa - foi dela o
ouro dos 50 km marcha em Londres2017.João
Vieira, o único medalhado em Doha2019, vai tornar-se no atleta português
com mais presenças na competição (12) na estreia dos 35 km em Mundiais,
a que vai juntamente com Rui Coelho, enquanto Inês Henriques vai ter a
companhia de Sandra Silva e Vitória Oliveira nesta distância. A
recordista nacional Ana Cabecinha e Carolina Costa são, com Inês, as
outras participantes nos 20 quilómetros marcha.Pelo
que fizeram nos Jogos Olímpicos de Tóquio e já este ano nos Mundiais
'indoor' de Belgrado, Pedro Pichado e Auriol Dongmo são, de facto, os
grandes destaques entre os portugueses.Pichardo
é campeão olímpico e vencedor da Liga Diamante no ano passado, ocupando
a liderança do 'ranking' do triplo, entre outros feitos.Pela
frente terá o campeão em título, o norte-americano Christian Taylor,
muito enfraquecido ainda, depois de fratura no ano passado, e sabe que
não conta com a oposição do espanhol de origem cubana Jordan Diaz, que
seria o seu principal opositor, mas está em 'ano de transição' entre
seleções.Quanto a Dongmo, campeã do mundo
em pista coberta, tem o segundo lançamento mais longo do ano e se
estiver ao seu melhor aponta para o pódio. Pode contar com a oposição
forte das norte-americanas e das chinesas, que pouco têm competido desde
Tóquio.Em lugares de top-10 Portugal tem
ainda Patrícia Mamona (terceira no triplo, visivelmente menos bem do que
nos Jogos Olímpicos, onde foi prata) e Liliana Cá (quinta no disco).São
candidatos a finais Tiago Pereira (12.º melhor no triplo), Leandro
Ramos (13.º no dardo) e, se continuarem a progredir, Jessica Inchude
(22.ª no peso) e Evelise Veiga (24.ª no comprimento).Cátia Azevedo, 26.ª nos 400 metros, aponta para estar numa das três semifinais.Espera-se
menos, em termos de resultados de topo, da restante delegação, composta
por Isaac Nader (1.500 metros), Marta Pen (1.500 metros), Mariana
Machado (5.000 metros), Irina Rodrigues (lançamento do disco), Lorene
Bazolo (100 e 200 metros) e os 'regressados' Vera Barbosa (400 metros
barreiras) e Tsanko Arnaudov (lançamento do peso).Para eles, o objetivo passa claramente por recordes pessoais e superarem classificações anteriores.