PGR vai chamar titulares do processo Influencer para lhes falar "olhos nos olhos"
13 de dez. de 2024, 12:15
— Lusa/AO Online
"É
um dos processos que iremos conversar com os titulares dos inquéritos
olhos nos olhos", afirmou Amadeu Guerra na sua primeira entrevista desde
que tomou posse em outubro.O PGR
respondeu a perguntas no podcast Pod Esclarecer feitas pelo presidente
do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, João Massano,
pelo diretor adjunto do jornal Expresso, David Dinis, e pelo editor de
sociedade da TVI e da CNN, Henrique Machado.Amadeu
Guerra disse ainda que não sabe se escreveria o parágrafo do comunicado
sobre a Operação Influencer que visou o então primeiro-ministro António
Costa, alegando não conhecer "suficientemente o processo".O
anúncio da Operação Influencer foi feito através de um comunicado da
PGR, então liderada por Lucília Gago, no qual continha um último
parágrafo a informar que estava em curso uma investigação ao
primeiro-ministro António Costa. Este caso ficou associado à queda do
Governo."No que diz respeito à situação política muito se pode falar (…) para mim não tenho tempos mediáticos,
se a acusação estiver pronta em vésperas de eleições sai a acusação, não
me parece que possamos a protelar mais tempo", defendeu. O
PGR disse ainda na entrevista que o Ministério Público "tem mais do que
se preocupar do que com as situações políticas", referindo ser
"defensor da separação de poderes ""A nossa atividade é muito simples: investigar sem olhar a quem, os cidadãos são todos iguais", reiterou.Para
Amadeu Guerra, a questão de fundo é: "Foram feitas diligências de
recolha de prova e vamos deixar que a prova seja analisada (…), são
processos grandes, que não podem parar".Por
outro lado, o PGR admitiu ainda que o MP "deve estar sempre preparado
para fazer justiça e se não houver elementos para levar o processo a
julgamento, se não há elementos para acusar e levar a julgamento será
[um] erro maior" deduzir uma acusação nessas circunstâncias.