PGR admite que inquérito demorou "muito tempo" a ser concluído
Tutti Frutti
7 de fev. de 2025, 12:49
— Lusa/AO Online
"Oito
anos é muito tempo, é verdade. Mas nós queremos que esses prazos
acabem", afirmou Amadeu Guerra, à saída de uma reunião de trabalho com
magistrados do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal Central
Administrativo Sul, em Lisboa.O PGR
sustentou, ainda assim, que, após "uma fase inicial em que a Polícia
Judiciária não tinha os meios que tem hoje", o "processo andou de forma
muito rápida" a partir do momento em que a sua antecessora, Lucília
Gago, constituiu em 2023 uma equipa especial com procuradores e
elementos daquele órgão de investigação criminal."Aí
não há nada a dizer relativamente à Polícia Judiciária, antes pelo
contrário. Fizeram um trabalho muito meritório e que contribuiu
exatamente para conseguirmos em dois anos recuperar o tempo possível",
frisou.O Ministério Público acusou, a 4
de fevereiro, 60 pessoas de, no global, 463 crimes de corrupção ativa e
passiva, prevaricação, tráfico de influência, branqueamento, burla
qualificada, falsificação de documento, abuso de poder e recebimento
indevido de vantagem.Entre os arguidos, há
deputados na Assembleia da República, presidentes de juntas de
freguesia de Lisboa e vereadores na capital do PSD e do PS, suspeitos de
adjudicações a empresas como contrapartida, sobretudo, à concessão de
apoio político local.Alguns dos acusados suspenderam ou renunciaram entretanto aos mandatos.