Pfizer anuncia eficácia de 90% de vacina e vai pedir uso em emergência
Covid-19
9 de nov. de 2020, 13:32
— Lusa/AO Online
O anúncio não significa, contudo, que
uma vacina está iminente. A análise provisória, de um conselho
independente de monitorização dos dados, verificou 94 infeções
registadas até agora num estudo que envolveu quase 44.000 pessoas nos
EUA e em cinco outros países. A Pfizer
não forneceu mais detalhes sobre estes casos e alertou que a taxa de
proteção inicial pode mudar até o final do estudo. "Estamos
numa posição potencialmente capaz de oferecer alguma esperança", disse à
Associated Press (AP) Bill Gruber, vice-presidente de desenvolvimento
clínico da Pfizer. As autoridades
enfatizaram que é improvável que qualquer vacina chegue antes do final
do ano e que, quando chegar, os fornecimentos iniciais serão racionados.A
vacina que está a ser desenvolvida pela Pfizer e pela sua parceira
alemã BioNTech está entre 10 possíveis vacinas candidatas em fase final
de testes em todo o mundo - quatro delas até agora em grandes estudos
nos Estados Unidos. Outra farmacêutica
americana, a Moderna, também já disse que espera poder entrar com um
pedido na Food and Drug Administration (FDA), o regulador dos
medicamentos nos Estados Unidos, ainda este mês.Os
voluntários nos estudos em fase final e os investigadores não sabem
quem recebeu a vacina real ou a “vacina simulada” (placebo). Mas, uma
semana após a segunda dose necessária, o estudo da Pfizer começou a
contar o número de pessoas que desenvolveram sintomas de covid-19 e
foram confirmadas como portadoras do novo coronavírus. Como
o estudo ainda não terminou, Gruber disse não poder dizer quantos
voluntários em cada grupo tiveram infeções. Contudo, segundo a AP, quase
todas as infeções registadas até ao momento terão ocorrido em pessoas
que receberam as vacinas placebo.A Pfizer
não planeia interromper o estudo até registar 164 infeções entre todos
os voluntários, um número que a FDA concordou ser suficiente para dizer
que a vacina funciona bem. A agência norte-americana deixou claro que
qualquer vacina deve ser pelo menos 50% eficaz.Nenhum
participante até agora ficou gravemente doente, disse Gruber, que não
pode, contudo, fornecer uma análise de quantas das infeções ocorreram em
pessoas idosas, que estão sob maior risco se contraírem covid-19.A
FDA exigiu que as vacinas candidatas dos EUA fossem estudadas em pelo
menos 30.000 pessoas. Além de números adequados de idosos, esses estudos
também devem incluir outros grupos de alto risco, incluindo pessoas com
problemas crónicos de saúde.As empresas
receberam também instruções para rastrear metade dos participantes
quanto a efeitos colaterais durante pelo menos dois meses. A Pfizer
espera atingir esse marco no final deste mês.