Pfizer alerta que Brasil tem poucos dias para definir compra de vacina
Covid-19
3 de dez. de 2020, 12:46
— Lusa/AO Online
"A
cada dia o número de doses disponíveis para os países diminui
consideravelmente. Diversos países da América Latina, como Peru e Chile,
já fecharam acordos com a Pfizer. Eu não posso compartilhar a data, mas
o Brasil tem alguns dias ou semanas para fazer o pedido, e entregarmos a
vacina no primeiro trimestre de 2021", disse ao canal televisivo CNN o
diretor de vacinas da Pfizer Brasil, Alejandro Lizarraga.A
vacina da Pfizer/BioNTech é uma das quatro que estão a ser testadas no
Brasil. Contudo, o país sul-americano ainda não fez um acordo para
adquirir a vacina.O Ministério da Saúde
brasileiro informou na terça-feira que a vacina contra a covid-19
preferencial para o país sul-americano seria de dose única e termo
estável, com armazenamento a temperaturas entre os 2º a 8º graus.Apesar
de não ter referido nenhuma farmacêutica em particular, quer a Pfizer,
quer a Moderna, precisam de temperaturas negativas para armazenar os
seus imunizantes por longos períodos.As
duas vacinas das farmacêuticas norte-americanas precisam de ser
armazenadas a -70º e -20ºC, respetivamente, e ambas exigem duas doses.Apesar
de não ser exatamente o perfil desejável de vacina para o Brasil, o
imunizante fabricado pela Pfizer não está descartado, de acordo com os
técnicos do Ministério da Saúde ouvidos pela CNN.Para facilitar conservação do imunizante no Brasil, a farmacêutica norte-americana desenvolveu um contentor para esse efeito."A
Pfizer elaborou uma caixa, um pequeno contentor facilmente
transportável, que mantém a vacina a -70°C por 15 dias. No acordo que
estamos a fazer com o Governo, a Pfizer entrega assim no ponto de
vacinação, e a vacina ainda pode ser conservada num frigorífico comum,
de 2ºC a 8ºC, por cinco dias. Com todo esse tempo dá para fazer uma
logística muito boa", informou o coordenador dos testes da farmacêutica
no Brasil, Cristiano Zerbini.O Brasil dará
prioridade a idosos, profissionais de saúde e indígenas na vacinação
contra a covid-19, segundo uma estratégia "preliminar" de vacinação
divulgada na terça-feira pela tutela da Saúde.O
executivo brasileiro frisou ainda que já tem garantidas, até ao
momento, 142,9 milhões de doses de imunizantes, através dos acordos
entre a Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses) e Covax Facility,
iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde(42,5 milhões).