Petições contra retrocessos laborais e nos direitos das famílias ultrapassam as 79 mil assinaturas
15 de set. de 2025, 12:21
— Lusa/AO Online
No
caso da petição contra os “retrocessos inaceitáveis nos direitos das
mulheres, mães e bebés”, aumentou de quase 25 mil assinaturas, no início
de agosto, para 47.690 no dia de hoje, (15 de setembro) estando em causa um pedido para
que a Assembleia da República rejeite ou altere as propostas que limitam
a licença de amamentação até aos 2 anos, rejeite a revogação das faltas
por luto gestacional e rejeite a alteração do horário flexível de
trabalho.A petição que se intitula como
uma “Carta Aberta pelos Direitos da Família”, que a 01 de agosto reunia
14.033 assinaturas, conta entretanto com 31.679 peticionários, e tem
objetivos semelhantes, pedindo à Assembleia da República e ao Governo
que não avancem num conjunto de alterações às leis do trabalho, por
serem “um sério retrocesso nos direitos laborais, sociais e familiares,
com especial impacto sobre as mulheres, as crianças e as famílias”.De
acordo com a informação disponível na página da Assembleia da
República, qualquer cidadão pode criar uma petição, estando prevista a
audição dos peticionários por parte de uma comissão parlamentar no caso
de petições com mais de mil assinaturas, para que possam apresentar
presencialmente as razões da petições e os deputados se pronunciem sobre
as mesmas.Caso a petição recolha mais de
2.500 assinaturas, mas não exceda 7.500 nomes, é obrigatório que seja
debatida em sede de comissão parlamentar, em reunião pública, com os
partidos representados.