Petição alerta para impacto social e económico de aumento dos combustíveis nos Açores
Hoje 15:45
— Lusa/AO Online
Dirigida
à presidência do Governo açoriano, Assembleia
Legislativa, bem como aos secretários regionais e deputados no
parlamento açoriano, a petição conta com 311 assinaturas em protesto
contra o aumento do preço dos combustíveis na região, que entrará em
vigor a partir de sexta-feira.Os
signatários manifestam “a mais profunda revolta e indignação perante o
anúncio do aumento incomportável” do preço dos combustíveis nos Açores,
denunciando que, no caso do gasóleo rodoviário, o aumento “não é apenas
um número, é um atentado à economia das famílias e à viabilidade das
empresas açorianas”.“Exigir que um
trabalhador açoriano pague o combustível a preço de luxo é um crime
contra quem luta diariamente pelo sustento”, lê-se no texto.Os
signatários alertam que “os Açores permanecem como uma das regiões mais
pobres da Europa" e destacam a condição de insularidade do arquipélago,
com "uma dependência absoluta dos transportes marítimos, terrestres e
aéreos"."O combustível é o sangue da nossa
economia. Os custos da insularidade já são, por si só, um fardo pesado
para as Pequenas e Médias Empresas (PME). Este aumento será o golpe de
misericórdia no tecido empresarial regional", denuncia a petição.Os subscritores alertam ainda que “sem combustível acessível, a produção agrícola e a faina tornar-se-ão impossíveis”.Por
outro lado, o turismo, “atual motor económico, já definha devido à
conjuntura geopolítica internacional e à instabilidade nos mercados” e,
com “os combustíveis a este preço, os Açores deixam de ser competitivos,
afastando visitantes e paralisando a atividade”.A
petição critica ainda a disparidade de preços face a outros países
europeus, como Espanha, e questiona as justificações associadas a
fatores geopolíticos, defendendo que existem múltiplas fontes de
abastecimento de petróleo.No documento, os
cidadãos alertam que estes aumentos levarão “inevitavelmente ao caos
social, político e económico” e, a curto prazo, à “fome, miséria
extrema, desemprego em massa e uma nova vaga de emigração forçada,
esvaziando as ilhas de quem as trabalha” e exigem ao Governo Regional
medidas urgentes para reverter o aumento e mecanismos de mitigação do
preço dos combustíveis.