Pessoas deslocadas de Silves já regressaram a casa
Incêndios
9 de ago. de 2018, 12:20
— Lusa/AO Online
“Ontem
foram convidadas a sair das suas casas por motivos de segurança,
recolhemos pessoas de várias localidades, desde Pinheiro e Garrado, Vale
Fuseiros, Cumeada, entre outras localidades que estavam em risco”,
referiu a autarca, acrescentando que as pessoas regressaram às suas
habitações durante a manhã desta quinta-feira, depois de terem sido deslocadas ao longo da
tarde e da noite de quarta-feira.Rosa
Palma sublinhou que se deslocou a vários locais da zona afetada "para
constatar se as casas estavam protegidas" e que até agora o município
"não tem conhecimento que nenhuma casa tivesse ardido”.Só
no ginásio da Escola EB 2,3 João de Deus, em São Bartolomeu de
Messines, foram sendo acolhidas ao longo da tarde e noite de
quarta-feira um total de 106 pessoas.A Proteção Civil indicou estarem deslocadas 299 pessoas, que
foram sendo distribuídas pelos vários centros de apoio à população nos
concelhos de Monchique, Portimão e Silves.“Em
Silves, tivemos de criar dois locais de acolhimento, porque o fogo [na
quarta-feira] já estava na Estrada Nacional 124 e as pessoas foram
deslocadas para São Bartolomeu de Messines, para o ginásio da Escola EB
2,3 João de Deus", precisou a autarca. No
início da semana, quando o fogo chegou pela primeira vez ao concelho de
Silves, atingindo a localidade de Falacho, o município já tinha criado
um centro de acolhimento na escola EB 2,3 Garcia Domingues, situada na
cidade de Silves.Rosa
Palma aproveitou para enaltecer o envolvimento da comunidade local no
auxílio à população afetada pelo fogo e deslocada para São Bartolomeu de
Messines.“Foi
tudo feito muito rapidamente, tivemos de improvisar, assegurámos os
cuidados médicos necessários e a população local deu uma preciosa ajuda,
vieram com almofadas, mantas, lençóis, colchões e outras coisas que
permitiram colocar aqui no imediato e deitar as 106 pessoas, entre
crianças e idosos”, sublinhou. A
Proteção Civil da Câmara de Silves e equipas de paramédicos foram ao
início da tarde de ontem fazer uma ronda com as pessoas entretanto realojadas
hoje de manhã nas suas casas para a prestação de cuidados médicos e
alimentares.
O incêndio rural, que está a ser combatido por mais de mil
operacionais, deflagrou na sexta-feira à tarde em Monchique, no distrito
de Faro, e lavra também no concelho vizinho de Silves, depois de ter
afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo
distrito) e de Odemira (distrito de Beja).Até ao momento há 36 feridos, um dos quais em
estado grave (uma idosa internada em Lisboa), e 299 pessoas estão
deslocadas e distribuídas por centros de apoio, depois da evacuação de
várias localidades. Outras nove pessoas acamadas estão dispersas por unidades de saúde.