Pessoal de terra da SATA associado do SINTAC em greve entre fim de agosto e início de setembro
30 de jul. de 2024, 16:23
— Lusa/AO Online
O
vice-presidente do SINTAC, Filipe Rocha, adiantou à agência Lusa que
“não há evolução negocial do lado da empresa” de aviação açoriana.Os
trabalhadores de terra da SATA associados do SINTAC já estavam, desde
24 de julho, em greve ao trabalho suplementar (paralisação a decorrer
até 31 de dezembro), contra o “tratamento discriminatório” da empresa,
considerando o sindicato inaceitável que a revisão salarial não seja
equitativamente distribuída por todos os trabalhadores.A
estrutura sindical alega não subscrever, nem concordar com "a aplicação
aos associados do SINTAC de um acordo feito com outro sindicato",
porque "é injusto quando comparado com outros".Filipe
Rocha revelou à Lusa que "foi realizada hoje uma reunião com o conselho
de administração" da SATA, mas “a empresa mantém a proposta que terá
assinado com outro sindicato de pessoal de terra”, mas que “é
substancialmente inferior à pretensão dos associados" do SINTAC.Segundo
o vice-presidente do SINTAC, a proposta da empresa “valoriza parcelas
variáveis do vencimento, em vez do vencimento base”."Já
temos desenhado uma greve, a tempo inteiro, entre o fim de agosto e o
início de setembro. A greve já está decidida pelos trabalhadores, é o
último recurso e não queríamos chegar a essa situação, mas não há
evolução negocial do lado da empresa", justificou Filipe Rocha.O SINTAC espera ainda "alguma intervenção dos agentes políticos" para que possa ser "sanado o conflito".Por
outro lado, vai manter-se a greve ao trabalho extraordinário, que
segundo indicou o dirigente sindical tem provocado "alguns
constrangimentos, atrasos e alguns cancelamentos ao final do dia".O
SINTAC tem alertado também para "as condições precárias" em que muitos
trabalhadores exercem a atividade, com recurso sistemático ao trabalho
suplementar, o que "esgota os recursos humanos física e
psicologicamente" e provoca um "sentimento de injustiça".