Pescas dos Açores querem acréscimo de verbas no Plano e Orçamento de 2025
26 de set. de 2024, 09:14
— Lusa/AO Online
Jorge
Gonçalves reconhece que “existem algumas dificuldades” e que “a
situação não é fácil” na região, mas pede uma “discriminação positiva
para as pescas atendendo ao que são as exigências dos próximos anos”,
relacionadas com a implementação das áreas marinhas protegidas e com
questões da União Europeia.O responsável
pela FPA foi recebido, em Ponta Delgada, pelo presidente do Governo
dos Açores, José Manuel Bolieiro, no âmbito da auscultação do
executivo regional a propósito do Orçamento da região para
2025.De acordo com o dirigente das pescas,
haverá a “necessidade de alocar algumas verbas para acautelar essa
situação” e a proposta “é semelhante à que foi feita no ano passado, que
será [um aumento de] cerca de 25%, mas não do valor do orçamento total
[para o setor], que são de cerca de 44 milhões de euros”.Jorge
Gonçalves especificou que o aumento de 25% é sobre o montante do
orçamento além dos valores afetos para o tecnopolo Martec e navio de
investigação científica. Para o presidente
da FPA, a reestruturação do setor das pescas “é essencial para a
redução do esforço de pesca, atendendo às áreas marinhas protegidas”, a
par dos investimentos necessários para a modernização das embarcações.Esclarecendo
que a redução da frota passa, não apenas por diminuir as embarcações,
mas também pelo número de licenças de pesca, a par de reformas
antecipadas, o dirigente disse ser necessário “estabelecer um plano que
permita a reabilitação e diversificação das atividades profissionais e
acrescente mais rendimento complementar ao setor”.Jorge
Gonçalves referiu ainda que a formação profissional foi também tema do
encontro e defendeu que os seus contornos têm que ser revistos para
impedir que as cédulas profissionais sejam usadas noutras áreas que não a
pesca.O presidente da FPA disse que a
federação está “muito preocupada com a situação da SATA” na perspetiva
do transporte aéreo na exportação de pescado, que é “essencial ao
desenvolvimento do setor e à criação de mais-valias para a região”.A lota de Ponta Delgada, face “à reestruturação do porto de Ponta Delgada e ao tráfego local”, também constitui uma preocupação.Neste
momento existem cerca de 480 embarcações a pescar legalmente nos
Açores, sendo que estão empregados na atividade cerca de três mil
pessoas.