Pescadores dos Açores com 543 toneladas de goraz e 140 de imperador e alfonsim
23 de dez. de 2019, 14:52
— Lusa/AO Online
No despacho da Secretaria
Regional do Mar, Ciência e Tecnologia é fixada a gestão de quota de
goraz destinada aos Açores para 2020, que contou com o parecer favorável
da Federação das Pescas dos Açores.O
máximo de captura, por trimestre, para a frota regional será de 120
toneladas no primeiro trimestre de 2020, 160 toneladas no segundo e no
terceiro e de 103 toneladas no quarto semestre.O
Governo dos Açores decidiu, entretanto, que a pescaria de goraz será
aberta a toda a região, mantendo-se o limite máximo de capturas por
embarcação de 2% da quota total regional.Para
o titular regional da pasta do Mar, Gui Menezes, citado em nota de
imprensa do executivo açoriano, foi definido “um novo modelo de gestão
de captura trimestral que prevê que todas as embarcações tenham valores
de capturas semelhantes, considerando a disponibilidade de quota”.De
acordo com os dados hoje divulgados, até à data foram capturadas na
região 473 toneladas de goraz, que geraram 6,5 milhões de euros na
primeira venda em lota, tendo o preço médio registado sido de 14,32
euros, o mais elevado dos últimos anos.No
caso específico do ‘Beryx', cada embarcação pode pescar até 5% da quota
total, sendo que, por maré, os barcos podem descarregar 1% da
globalidade da quota anual para a espécie.O
diploma define ainda que quando for atingida 70% da possibilidade de
pesca da unidade populacional dos ‘Beryx’ atribuída aos Açores é
interdita a pesca dirigida ao alfonsim, sendo apenas permitida a
respetiva captura acessória, até 5% do total descarregado por
embarcação, em cada maré de pesca.Para o
secretário regional do Mar, “a imposição de um limite máximo de capturas
de 5% da quota regional por embarcação, que corresponde a sete
toneladas, bem como a possibilidade de fechar mais cedo a captura de
alfonsim, vai permitir que a pescaria de ‘Beryx’ continue a realizar-se
até ao final do ano”.Na opinião de Gui
Menezes, a medida vai permitir “uma distribuição de quota mais
equitativa pela frota regional e, consequentemente, uma melhor
distribuição de rendimentos pelos pescadores açorianos”.O
responsável destaca que pretende-se "ajustar os máximos de captura
fixados para a região para esta espécie, atendendo à disponibilidade e
preservação do recurso em causa, bem como ao consumo sustentável das
respetivas possibilidades de captura”.