Pescado capturado na Madeira baixou 9,2% e abate de gado aumentou 6,2% em 2022
8 de fev. de 2023, 18:18
— Lusa
Os dados referentes ao
setor da pesca apontam para um total de 4,7 mil toneladas de pescado
capturado, menos 9,2% do que em 2021, porém o valor da primeira venda
subiu 10,5%, com o acumulado anual a rondar os 15,6 milhões de euros.“A
evolução nas quantidades resultou fundamentalmente do decréscimo nas
capturas de atum e similares (-31,3%), embora as quantidades de
chicharro e de outras espécies também tivessem diminuído 6,3% e 12,4%,
respetivamente”, esclarece a DREM em comunicado, adiantando que as
capturas de peixe-espada preto registaram um aumento de 20,6%
relativamente ao ano anterior.O
peixe-espada preto foi a espécie mais abundante em 2022, totalizando 2,3
mil toneladas (48,0% do total de pesca descarregada), seguido do atum e
similares, que atingiu um total de 1,9 mil toneladas (40,9%). De
acordo com a DREM, em termos de receita na primeira venda, o
peixe-espada preto registou um aumento significativo de 34,8% face a
2021, totalizando 7,5 milhões de euros, enquanto o atum e similares
diminuiu 7,8%, para um valor de 6,2 milhões de euros.Em
2022, o preço médio de pescado apurado na primeira venda (excluindo-se
nestes cálculos o pescado descarregado destinado a autoconsumo) cresceu
22,3% para 3,37 euros (2,75 euros em 2021), atingindo no caso do
peixe-espada preto os 3,39 euros (3,02 euros em 2021) e no do atum e
similares os 3,26 euros (2,43 euros em 2021).Em
relação à atividade da avicultura industrial, os dados apurados pela
Direção Regional de Estatística da Madeira indicam que a produção de
ovos em 2022 foi de 24,7 milhões de unidades, aumentando 6,9% face ao
ano anterior. Tendência idêntica foi
registada no abate de frango, cujo volume rondou as 3,3 mil toneladas, o
que representa um acréscimo de 2,4% comparativamente a 2021.Por outro lado, o abate de gado totalizou 1.023,8 toneladas, crescendo 6,2% face ao ano precedente. “Este
aumento deveu-se ao crescimento observado no abate dos bovinos (+7,1%),
já que o abate de suínos registou uma quebra de 6,6%”, refere a DREM,
sublinhando que a espécie que mais contribuiu para o tota