“Personalidade marcante" da vida democrática e da comunicação social portuguesa
Óbito/Balsemão
22 de out. de 2025, 10:09
— Lusa/AO Online
“No exercício de funções públicas, serviu o país com elevado sentido de responsabilidade, integridade e respeito pelas instituições democráticas, tendo liderado o Governo num período de importantes transformações políticas e sociais”, sublinhou Bolieiro numa nota de pesar.O líder do executivo açoriano acrescentou que Francisco Pinto Balsemão “foi sempre um homem compreensivo da Autonomia Política das Regiões Autónomas, respeitador dos seus órgãos de Governo e amigo dos Açores, qualidades que demonstrou ao longo do seu percurso público e pessoal”.“Jurista de formação, iniciou a sua carreira no jornalismo, tendo sido um dos fundadores do semanário Expresso, publicação que se tornou uma referência no panorama nacional. Mais tarde, viria a ser o impulsionador da criação da primeira estação privada de televisão em Portugal, a SIC, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento da liberdade de imprensa e para o pluralismo informativo”, salientou Bolieiro.Na nota, é referido ainda que o antigo primeiro-ministro será recordado como “um homem de convicções firmes, discreto e íntegro, que dedicou a sua vida ao serviço público e à consolidação da liberdade e da democracia em Portugal”.O presidente do Governo dos Açores manifestou “o mais profundo pesar” pela morte de Francisco Pinto Balsemão e apresentou “sentidas condolências à família, aos amigos e a todos quantos com ele partilharam o percurso pessoal e profissional, associando-se ao pesar nacional pelo desaparecimento de uma figura de inegável relevância na história contemporânea do país”.Francisco Pinto Balsemão, antigo líder do PSD, ex-primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, morreu na terça-feira aos 88 anos.A notícia da morte do militante número um do PSD foi transmitida pelo presidente social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma reunião do Conselho Nacional do partido, em Lisboa.Balsemão foi fundador, em 1973, do semanário o Expresso, ainda durante a ditadura, da SIC, primeira televisão privada em Portugal, em 1992, e do grupo de comunicação social Impresa.Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata (PSD). Chefiou dois governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi, até agora, membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República.