Peritos sugerem acabar com limitação no acesso a lojas, bares e discotecas
Covid-19
16 de fev. de 2022, 12:42
— Lusa/AO Online
Os
especialistas, reunidos no Infarmed, sugerem também que o uso de
certificado seja apenas para acesso a serviços de saúde e recomendam que
em locais exteriores, o uso da máscara de proteção se limite às áreas
com grande densidade populacional.Considerando
que estão reunidas condições para reduzir as medidas, Raquel Duarte, da
ARS Norte, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e
Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, lembrou, contudo, que “é
preciso manter a vigilância” e que “há ameaças que não devem ser
esquecidas”, como a iniquidade de acesso às vacinas a nível mundial, que
pode potenciar o aparecimento de novas variantes.Lembrou
que, no contexto europeu, Portugal é um dos países com menos medidas
restritivas e chamou a atenção para a necessidade de manter a vigilância
dos mais vulneráveis, como por exemplo os mais idosos, que vivem em
instituições ou estão internados, e quem trabalha nos serviços de saúde.Esta
especialista Considerou que este é “o momento ideal” para passar às
chamadas medidas de nível 1 - com avaliação quinzenal – e disse que os
próximos passos exigem um foco na monitorização, vacinação, ventilação e
uso da máscara em ambientes de risco (lares e unidades de saúde).Na
monitorização apontou o sistema de vigilância das infeções
respiratórias, abordado na reunião por Ana Paula Rodrigues, especialista
do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, e na vacinação
apontou a necessidade de “jogar com a sazonalidade” e definir qual a
população elegível para as vacinas.Sublinhou
também a necessidade de uma boa ventilação dos espaços e de prepara a
população para uma mudança de comportamentos, com uso de medidas de
proteção sempre que se tem sintomas.“É
preciso ritualizar comportamentos, não é aceitável descuidar a
higienização das mãos, ou que não se mantenha distância ou não se use
máscara se tivermos sintomas”, afirmou.