Performance operacional dos ‘contact centers’ piora em 2020
Covid-19
26 de mai. de 2021, 08:18
— Lusa/AO Online
“Os
resultados do estudo deste ano demonstram, em geral, um agravamento nos
indicadores de 'performance' operacional, podendo o contexto pandémico
ter contribuído fortemente para esta tendência (e.g alteração da forma
de trabalho e pressão nos canais de contacto não presenciais)”, lê-se no
documento.De acordo com a APCC, ainda
assim, “em comparação com o ano de 2019 foi possível apurar melhorias em
alguns indicadores de 'performance' operacional”, nomeadamente “um
decréscimo do tempo médio de resolução de solicitações (excluindo
reclamações) de 11,92 horas para 10,28 horas”, um “decréscimo do tempo
médio de resolução de reclamações de três dias para 1,8 dias” e “um
aumento da percentagem de sucesso das chamadas ‘outbound’ de retenção de
27% para 31%”.No entanto, registou-se uma
deterioração em outros indicadores, adiantou a entidade. Assim, em
2020, houve “um aumento do tempo 'on hold' de 59 segundos para 74
segundos” e do “tempo médio de espera para ser atendido pelo ‘contact
center’ de 49 segundos para 74 segundos”, indicou a associação.Além
disso, registou-se “um decréscimo da taxa de resolução ao primeiro
contacto de 87% para 83%”, uma queda “da percentagem de sucesso das
chamadas 'inbound' de retenção de 65% para 60%”, um “decréscimo
significativo da percentagem de vendas com sucesso nas chamadas
'outbound' de 30% para 16%” e nas “solicitações escritas respondidas por
operador por hora de 9,4 para 8,7”, lê-se no estudo.Em
relação à distribuição geográfica do número de colaboradores
“verifica-se uma tendência de centralização, uma vez que 58,8% e 18,3%
dos recursos humanos em Portugal estão em funções em Lisboa e Porto,
respetivamente”.Por outro lado, no ano
passado, “o ordenado bruto médio mensal dos operadores foi de 869
euros”, sendo que “os setores que registaram ordenados mensais médios
mais elevados foram o dos Correios e Distribuição Expresso (1.158
euros), Bancos e Instituições Financeiras (961 euros) e Assistência em
Viagem (851 euros)”, de acordo com o estudo.Já
os montantes médios mais baixos foram registados nas Telecomunicações
(635 euros), Turismo (635 euros) e Administração Pública (675 euros).O
ordenado médio mensal bruto dos supervisores posicionou-se nos 1.025
euros, de acordo com a APCC, que revelou que “este valor é 18% superior
ao dos operadores”.“Os setores com
ordenados médios de supervisores mais elevados foram os dos Correios e
Distribuição Expresso (1.543 euros), Bancos e Comércio (1.386 euros) e
Instituições Financeiras (1.253 euros), enquanto os valores mais baixos
se verificaram no setor das Telecomunicações (750 euros) e Turismo (750
euros)”, indicou a associação.O estudo
descobriu ainda que, “no que se refere à percentagem de empresas que
recorre e planeia continuar a contratar empresas de ‘outsourcing’,
observou-se “uma diminuição face a 2018, de 73% para 68%”.Ao
estudo deste ano da APCC responderam 932 linhas de atendimento,
operadas por várias empresas de diferentes setores de atividade, um
aumento de 210 linhas em relação a em 2019.