Pequim rejeita críticas e pede que posição sobre guerra não afete relação com UE

Ucrânia

25 de jul. de 2025, 17:37 — Lusa/AO Online

A resposta surge após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ter alertado, no final da cimeira de alto nível UE-China, em Pequim, que a posição chinesa sobre a guerra será “um fator determinante” para o futuro das relações bilaterais.Segundo o porta-voz Guo Jiakun, durante a cimeira Pequim reiterou o apoio a “uma solução política” para o conflito, defendeu “o diálogo” como via para alcançar uma paz duradoura e assegurou o direito de manter intercâmbios com Moscovo “dentro dos limites legais”, negando ter fornecido armamento letal à Rússia.Bruxelas voltou na quinta-feira a instar Pequim a usar a sua influência sobre Moscovo e a não apoiar a sua base industrial militar, alertando, nas palavras de Von der Leyen, que “a segurança da Europa está em jogo”.Pequim tem rejeitado as críticas europeias pela sua proximidade com Moscovo desde o início da invasão e insiste que nunca forneceu armas letais à Rússia nem incentivou o conflito.O jornal de Hong Kong South China Morning Post revelou recentemente que o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, disse à chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, que a China “não pode aceitar” uma derrota russa, pois isso permitiria aos Estados Unidos “concentrar toda a sua atenção na China”.