Pelo menos 55 elefantes morreram de fome nos últimos meses em parque nacional do Zimbabué
21 de out. de 2019, 17:29
— Lusa/AO online
“O problema é real, a
situação é terrível”, reconheceu o porta-voz da National Parks and
Wildlife Management Authority, Tinashe Farawo, citado pela agência
Associated Press.Outros animais no Parque Nacional Hwange, como os leões, foram também afetados.A
situação de seca extrema e a ausência de alimentação nos parques
naturais do país tem levado muitos animais a ultrapassarem as fronteiras
das reservas de vida selvagem e a destruírem plantações, assim como,
por vezes, a matarem pessoas, indicou ainda o porta-voz, segundo o qual
mais de 20 pessoas terão sido mortas apenas este ano.A superlotação em Hwange, por outro lado, está a contribuir para a destruição da vegetação.O parque tem capacidade para 15.000 elefantes, mas atualmente tem cerca de 53.000, segundo a mesma fonte.“A
maior ameaça” aos animais selvagens no Zimbabué é agora a “perda de
habitat”, de acordo com Tinashe Farawo, que acrescentou: “Conseguimos
reduzir significativamente a caça furtiva... estávamos a perder centenas
de elefantes nos últimos anos, mas no ano passado perdemos não mais de
20 por efeito da caça furtiva”.O Zimbabué
tem uma das maiores populações de elefantes de África e tem vindo a
tentar sensibilizar entidades internacionais e países signatários da
Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora
Selvagens Ameaçadas de Extinção no sentido de lhe ser autorizada a caça e
exportação de mais marfim, para aliviar a pressão sobre os habitats dos
animais e a angariar dinheiro necessário para a conservação.O
Botsuana, que também possui uma grande população de elefantes, levantou
este ano a proibição da caça de elefantes, com o argumento de que a
medida ajudará a reduzir o conflito entre humanos e animais e constitui
um rendimento necessário ao país.