Pelo menos 48 pessoas ficaram feridas no ataque às mesquitas
Nova Zelândia/Ataque
15 de mar. de 2019, 11:22
— Lusa/AO Online
“Os
ferimentos variam de graves a leves”, disseram num comunicado as
autoridades de saúde em Canterbury, a região onde a cidade de
Christchurch está localizada.Cerca de dez feridos tiveram de ser operados de urgência no hospital depois do ataque. As mesmas fontes acrescentaram que outros pacientes foram encaminhados para outros centros da comunidade.As autoridades de saúde afirmaram que cerca de 200 pessoas estão no hospital à espera de notícias sobre os familiares.As informações das autoridades neozelandesas indicam que quatro suspeitos foram detidos, entre os quais um australiano.Pelo
menos 49 pessoas morreram hoje no ataque a duas mesquitas em
Chirstchurch, na Nova Zelândia, confirmou o comissário Mike Bush da
polícia neozelandesa. Os ataques tiveram início às 13:40 (00:40 em
Lisboa) nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid.Um
total de 41 vítimas foram mortas no tiroteio na mesquita de Al Noor,
enquanto outras sete foram mortas na mesquita de Linwood e uma outra
pessoa foi declarada morta no hospital.Mais
cedo, em conferência de imprensa, o comissário Mike Bush informou que
“um homem foi acusado de homicídio” e vai ser presente a tribunal pelos
ataques contra as mesquitas, situadas no centro da cidade de
Christchurch.Segundo Bush, as autoridades
desativaram uma série de engenhos explosivos improvisados encontrados
num veículo após os disparos numa das mesquitas.Um
homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos, nascido na
Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em
direto na Internet o momento do ataque. Brenton Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, no qual procurou justificar as ações.Christchurch
é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade
do país com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da
ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de
Canterbury."Isso só pode ser descrito como
um ataque terrorista", disse a primeira-ministra Jacinta Ardern numa
conferência de imprensa em Wellington, na Ilha Norte.A
primeira-ministra descreveu o ataque como de "extrema ideologia e de
extrema violência" e apontou que não tem "precedentes" na Nova Zelândia,
um país que descreve como diverso e aberto.