Pelo menos 40 soldados ucranianos e uma dezena de civis mortos nas primeiras horas da invasão
Ucrânia
24 de fev. de 2022, 11:07
— Lusa/AO Online
“Sei
que mais de 40 militares ucranianos foram mortos e várias dezenas
ficaram feridos e fala-se da morte de uma dezena de civis" em vários
pontos do país, disse Oleksiy Arestovych.O
conselheiro do Presidente da Ucrânia adiantou que as baixas foram
provocadas pelos bombardeamentos aéreos e pelos disparos de mísseis
russos ocorridos esta manhã. O exército russo, até ao momento, não se referiu a baixas no terreno.Citado
pelas agências internacionais, o porta-voz do Ministério da Defesa da
Rússia, general Igor Konachenkov, indicou que os "separatistas
pró-russos" no leste da Ucrânia alcançaram ganhos territoriais e afirmou
que a intervenção russa não visa cidades ucranianas, mas sim
"infraestruturas militares, instalações de defesa aérea e aeródromos
militares"."A população civil não tem nada a recear", disse o oficial russo.Cerca
de dois mil ucranianos cruzaram hoje a fronteira com a Moldávia desde o
início da operação militar da Rússia na Ucrânia, segundo indicou a
ministra do Interior moldava, Anda Revenko.Também
está a ser verificado um fluxo de ucranianos que tentam entrar na
Roménia em virtude dos novos ataques russos contra o território
ucraniano, de acordo com a agência France-Presse (AFP).A
Rússia lançou esta madrugada uma ofensiva militar em território da
Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias
cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de
mortos nas primeiras horas.O Presidente
russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um “pedido de ajuda
das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk”, no leste da
Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a
“desmilitarização e desnazificação” do país vizinho.O
ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade
internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos,
incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.