Pelo menos 14 partidas e quatro chegadas canceladas devido a greve na Menzies
28 de jul. de 2025, 17:25
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, Carlos Araújo, dirigente do Sindicato das
Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), indicou que esta manhã pelo
menos 14 partidas e quatro chegadas tinham sido canceladas, naquele que é
o último dia da greve dos trabalhadores da empresa de 'handling’
(assistência em terra nos aeroportos) Menzies, que afetou os aeroportos
durante o fim de semana.No entanto,
estavam de manhã no terminal de carga “mais de 40 a 50 camiões com
carga” que ou está por descarregar ou o tempo de espera para o camião
foi tão longo que ultrapassou o permitido nos horários dos camionistas.Segundo Carlos Araújo, a maioria da carga não terá embarcado durante os dias da greve.Nos restantes aeroportos o impacto foi menor, mas também se verificou.A
greve em curso, convocada pelo SIMA e pelo Sindicato dos Transportes
(ST), iniciou-se às 00:00 de sexta-feira e prolonga-se até às 24:00 de
hoje.Trata-se da primeira de cinco greves
de quatro dias marcadas para os fins de semana até ao início de
setembro. Em agosto, os períodos de greve estão agendados para 08 a 11,
15 a 18, 22 a 25 e 29 de agosto a 01 de setembro.Carlos
Araújo disse que não houve nem estão marcadas negociações com a
empresa, indicando que lhe foi transmitido que tal não acontecerá
enquanto houver pré-avisos de greve em vigor.“Entre
as várias greves que já marcámos, houve longos períodos em que não
havia pré-aviso nenhum e a posição da empresa é a mesma, ou seja, é
apenas uma desculpa”, realçou.“Esperemos
que a empresa, que tem quase 15 dias até a próxima greve, tenha a
oportunidade de acertar o passo e nos fazer chegar uma garantia em como
vai rever, com uma data certa, as tabelas salariais”, indicou,
salientando que os trabalhadores precisam de garantias.“É
absolutamente incompreensível e tenho certeza de que a maior parte da
população portuguesa não põe sequer a hipótese de haver salários a tempo
inteiro, abaixo do salário mínimo”, lamentou.A Lusa contactou a ANA – Aeroportos de Portugal, que gere as infraestruturas nacionais, e encontra-se à espera de resposta.