Peixe é fresco mas mal conservado no frio

25 de jan. de 2013, 09:31 — Lusa/AO online

O estudo da associação de defesa do consumidor é publicado na edição de fevereiro da revista Proteste. Amostras de cinco espécies de peixe fresco barato - sardinha, cavala, truta, faneca e carapau - foram compradas pela DECO entre agosto e setembro de 2012 e avaliadas segundo cinco parâmetros: informação ao consumidor, temperatura de venda, parasitas, frescura e conservação/higiene. Todos os pontos de venda apresentavam peixe fresco, mas a maioria das amostras de pescado - 41 em 69 - chumbou na temperatura, com valores muito acima do recomendável, entre os 7,1 e os 11,9ºC. De acordo com a DECO, a temperatura de venda aconselhável do pescado fresco é próximo dos 0ºC, do gelo fundente. A associação de defesa do consumidor concluiu também que, em 21 das 69 amostras, o peixe, sobretudo carapau e faneca, tinha más ou medíocres condições de conservação e higiene. Cinco estabelecimentos - Continente do Centro Comercial Colombo/Lisboa, Jumbo de Alfragide, Peixaria Augusta/Matosinhos, Pingo Doce da Boavista/Porto e Pingo Doce das Telheiras/Lisboa - chumbaram na venda de carapau, na variável 'parasitas'. Considerando a qualidade global, a DECO desaconselha a compra de peixe em seis peixarias que tiveram nota negativa, entre os 23 e os 40 por cento: Continente/Centro Comercial Colombo/Lisboa (sardinha, carapau e faneca), Mercado de Alvalade Norte/Lisboa, Mercado do Livramento/Setúbal, Mercado do Bolhão/Porto, Jumbo de Alfragide e Mercado de Matosinhos (todos no carapau). Globalmente, 19 postos de venda tiveram nota positiva, entre os 65 e os 95 por cento, porque apresentavam peixe de boa qualidade. A liderar a lista, o Continente de Setúbal, que obteve a classificação de 95 por cento com a venda de cavala. O Mercado do Livramento de Setúbal e o Jumbo de Alfragide, dois dos piores estabelecimentos na venda de carapau, foram considerados dos melhores na sardinha, com, respetivamente, uma qualidade global de 88 e 68 por cento. A DECO Proteste concluiu que o preço de venda do peixe não tem ligação direta com a sua qualidade. Para o estudo, a associação de defesa do consumidor verificou a informação de venda e mediu a temperatura do peixe comprado. Posteriormente, realizou em laboratório um exame parasitológico e um exame sensorial, para determinar o grau de frescura do peixe, ambos complementados com uma análise química chamada de Azoto Volátil Total. A associação efetuou também análises microbiológicas.