Pedro Sanchez celebra saída da extrema-direita dos governos autonómicos
12 de jul. de 2024, 12:10
— Lusa/AO Online
“Hoje
[quinta-feira] é um grande dia para a Espanha”, disse Sánchez, durante a
conferência de imprensa com que encerrou a sua agenda em Washington,
onde participou na cimeira da NATO.A
direção do partido de extrema-direita espanhola Vox informou, na
quinta-feira, que ia sair de todas as coligações com os conservadores do
PP nos governos autónomos, devido à política de migração.O
anúncio foi feito pelo líder do Vox, Santiago Abascal, que explicou que
o seu partido se retira dos governos regionais de Castela e Leão,
Aragão, Comunidade Valenciana, Extremadura e Múrcia, com a demissão dos
seus vice-presidentes, para se tornar uma oposição “leal e contundente”
nestas comunidades. O líder do Vox alegou
que o seu partido foi vítima de “uma agressão política” por parte do
líder do PP, Alberto Nuñez Feijóo, que terá obrigado os governos
regionais a aceitar a distribuição de menores migrantes não
acompanhados.Abascal disse que esta foi
“uma das decisões mais importantes” da história política do Vox,
sublinhando que o seu partido não está apegado ao poder, preferindo
respeitar os compromissos com o eleitorado.Abascal
acusou o líder do PP pela crise dos governos autónomos, alegando que
Feijóo, ao mesmo tempo que manteve acordos com o líder do Partido
Socialista Espanhol, Pedro Sánchez, se dedicou a “impedir e torpedear”
todos os pactos com o Vox nas comunidades.Abascal
também acusou Feijóo de ter imposto aos seus dirigentes regionais uma
distribuição de menores com a qual não concordavam, bem como de os ter
obrigado a “mentir e confundir”.O líder de
extrema-direita explicou que o seu partido fez cedências “talvez
demasiadas vezes” para salvaguardar os governos autonómicos, mas
argumentou que “é impossível chegar a acordo com aqueles que não o
querem”, referindo-se ao desejo do PP de “impor políticas de fronteiras
abertas”.