Pedro Proença quer implementar “nova cultura de vitória” na FPF após Mundial2026
Hoje 15:13
— Lusa/AO Online
“O Campeonato
do Mundo de 2026 terminou. E hoje aqui afirmamos com clareza: os nossos
olhos já estão postos no futuro. Estamos a construir uma nova
identidade, um novo caminho, uma nova ambição”, afirmou Pedro Proença,
no salão nobre da Câmara de Faro.O
dirigente falava durante a cerimónia de assinatura de protocolos de
cooperação com aquele município e a Associação de Futebol do Algarve, no
âmbito da estratégia de descentralização da FPF.“Queremos
continuar a ganhar. A FPF procura agora implementar uma nova cultura de
vitória. Renovada, refrescada, com novas ideias e uma visão ainda mais
exigente e mais moderna”, destacou o presidente da federação, que no dia
10 de julho apresentou Jorge Jesus como novo selecionador nacional.É
com essa cultura de vitória, prosseguiu Proença, que a FPF se está a
preparar “para o grande desafio” que será o Campeonato do Mundo de 2030,
coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos.“Este
é o momento também de unir os territórios, de reforçar as parcerias, de
consolidar o trabalho da base e de projetar Portugal para o mundo com
confiança e ambição”, frisou.Os protocolos
hoje assinados, à semelhança do que já aconteceu em Viseu, Leiria,
Porto e Coimbra, pretendem promover o desenvolvimento do futebol,
futsal, futebol de praia, walking football e esports na região algarvia.“Cada
conquista tem raízes profundas no território nacional que hoje
representamos aqui. Mas essas raízes precisam de ramificar ainda mais. A
FPF está a aprofundar um modelo claro de descentralização, aproximando
as regiões e ouvindo os seus agentes, valorizando as suas
especificidades e reconhecendo o futuro do futebol português”, salientou
Pedro Proença.O dirigente, que durante a
tarde vai presidir a mais uma reunião descentralizada da direção da FPF,
destacou ainda o papel das autarquias, sustentando que “não existiria
futebol em Portugal se os municípios não investissem”, uma vez que são a
“verdadeira base” do desporto no país.Em
resposta a Proença, o presidente da Câmara de Faro, António Pina,
realçou que “é preciso conseguir que o futebol dos milhões chegue ao
futebol dos tostões”.“Estamos na fase das
transferências – são milhões para cá, milhões para lá –, mas a base da
formação está sempre nos territórios e quem permite que essa formação
exista são os municípios, que asseguram as instalações desportivas e até
90% das receitas dos clubes”, considerou, alertando que os custos com
as inscrições de jogadores “dobraram” nos últimos 10 anos.Já
o presidente da Associação de Futebol do Algarve, João Pedro Gomes,
salientou “a visão moderna e agregadora” da FPF “assente na proximidade”
com cada território, e destacou que na região algarvia foi atingido “um
novo máximo histórico” de praticantes na última época, acima dos 10 mil
atletas.