Pedro Proença diz que governo "tem de assumir responsabilidades" sobre violência
27 de jan. de 2020, 18:33
— Lusa/AO Online
“O
que discutimos com o sr. ministro tem que ver com questões de segurança
pública e é chegada a altura de o governo assumir responsabilidades na
matéria. O futebol profissional tem seguido o seu percurso de autor
regulatório, com capacidade de impor sanções aos seus próprios clubes, e
o que viemos exigir é que esta franja de adeptos seja claramente
vistoriada. Queremos que haja medidas exemplares de segurança
relativamente a esta matéria”, pediu Pedro Proença.O
presidente da LPFP frisou que esta é uma “luta” dos 34 clubes
profissionais de futebol e que não permitirá que “um conjunto muito
reduzido de adeptos manchem as competições profissionais”.“O
futebol vai continuar nessa guerra, que é uma guerra de combate à
violência, e em que não admitiremos que quem tem responsabilidade em
termos de segurança pública não o faça, porque o futebol paga muito
dinheiro para que isto não aconteça”, atirou o ex-árbitro internacional
português.Pedro Proença adiantou ainda que
ficou agendada uma reunião para daqui a 30 dias, para apresentação de
uma série de medidas, frisando que este “é um caminho que não terá
retorno”.Numa nota à comunicação social, o
MAI revela que vão ser realizadas auditorias de segurança aos estádios
da I Liga, através da Autoridade para a Prevenção e o Combate à
Violência no Desporto (APCVD), Forças de Segurança e Autoridade Nacional
de Emergência e Proteção Civil, na sequência das quais serão
determinadas as alterações a introduzir nos estádios, de modo a permitir
a realização de jogos na próxima época. Adianta
ainda esta nota enviada às redações que serão tomadas medidas
adicionais de controlo do acesso do público aos jogos considerados de
risco elevado, relembrando que na próxima época desportiva entra em
vigor o cartão de adepto, que possibilitará a identificação de todos os
adeptos que pretendam assistir a um espetáculo desportivo nas zonas
reservadas a adeptos que queiram ser portadores de materiais de claque.Na
reunião de hoje, e além de Pedro Proença e elementos da direção da
LPFP, estiveram presentes o presidente do Mafra e do Cova da Piedade,
assim como Lourenço Coelho, em representação do Benfica, e Patrícia
Silva Lopes, em nome do Sporting. Do lado
do governo, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrito, e João
Paulo Rebelo, secretário de Estado do Juventude e Desporto,
representaram o governo, numa reunião agendada a pedido da LPFP na
sequência dos incidentes no dérbi entre Sporting e Benfica, em que
adeptos das claques ‘leoninas’ lançaram tochas para o relvado, obrigando
à interrupção da partida por vários minutos.