Pedro Proença destaca forma como Ligas Europeias derrotaram projeto da Superliga
26 de abr. de 2024, 12:36
— Lusa/AO Online
“Juntos, lutámos e
derrotámos a Superliga europeia e a tentativa de criar uma competição
elitista para o interesse de apenas alguns”, disse Pedro Proença,
durante o discurso de abertura da 48.ª assembleia geral das LE, que se
está a realizar em Londres.O presidente do
organismo continental, que também lidera a Liga Portuguesa de Futebol
Profissional, advertiu que as competições que estão sob a alçada dos
membros das LE “representam e sustentam toda a base da pirâmide do
futebol”.“Somos a base do modelo
desportivo europeu que todos os ‘stakeholders’ no futebol abraçaram em
conjunto durante os dias turbulentos”, observou Pedro Proença, em
referência à tentativa de criação da Superliga, anunciada em 18 de abril
de 2021 por alguns dos mais importantes clubes de Espanha, Inglaterra e
Itália.A competição, que seria disputada
em circuito semifechado e se assumia como concorrente direta da Liga dos
Campeões, teria 15 clubes fundadores, apesar de ter sido anunciada por
12: AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter
Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real
Madrid e Tottenham.A reação enérgica do
mundo do futebol e o repúdio dos mais variados quadrantes da sociedade e
até dos governos de vários países levaram a que, três dias após o
anúncio, perante a oposição dos próprios adeptos, apenas Real Madrid, FC
Barcelona e Juventus se mantivessem no projeto.“Gostaria
que esta assembleia geral fosse recordada como o momento em que, todos
juntos e com um profundo sentido de unidade, estamos a afirmar e a
posicionar as competições domésticas no centro do ecossistema do
futebol. Só com ligas de futebol fortes, sustentáveis e competitivas é
que toda a indústria e ecossistema irão beneficiar e prosperar”,
defendeu Pedro Proença.Entre os assuntos
que serão debatidos na reunião magna, a primeira sob a presidência de
Pedro Proença, sobressaem as alterações estatutárias, com vista a
adequar-se ao novo modelo de governação, que o dirigente português
qualificou de “momento de virar a página” na vida do organismo.“Todas
as assembleias gerais são importantes, mas não há dúvida de que esta
tem um significado particular. Depois de um período de turbulência e
tumulto governativo, estamos aqui hoje para capacitar a nossa associação
com um novo conjunto de estatutos e regulamentos que guiarão as Ligas
Europeias para um brilhante e influente futuro”, assinalou.O
presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, que também discursou
no evento, defendeu que “é crucial fortalecer a relação” entre os dois
organismos, com o objetivo de “estabelecer um novo memorando de
entendimento entre a UEFA e as Ligas Europeias”, elogiando a ação das LE
no combate à Superliga.“A vossa firme
oposição à denominada Superliga foi e continua a ser crucial para
combater este projeto imoral. Sabemos que as consequências desta
iniciativa seriam desastrosas, tanto desportiva como financeiramente,
para as ligas domésticas”, sustentou o líder do organismo regulador do
futebol europeu.