Pedro Pimpão pede novo pacto entre Governo e poder local
Congresso/ANMP
Hoje 12:35
— Lusa/AO Online
“Os
municípios são o nível de poder mais próximo das pessoas, são a
primeira porta onde se bate, a primeira esperança a que se recorre, o
primeiro motor do desenvolvimento e do progresso das nossas comunidades.
Portugal precisa de um novo pacto entre o Governo e a administração
local”, defendeu.Na sessão de encerramento
do XXVII Congresso da ANMP, que decorreu este fim de semana em Viana do
Castelo, Pedro Pimpão aproveitou a presença do primeiro-ministro, Luís
Montenegro, para lhe lançar o repto de assumir a associação como o seu
principal parceiro estratégico: “um parceiro estratégico exigente e
determinado na construção de um país mais coeso, mais moderno e mais
justo”. “Trabalharemos com vossa
excelência e com os membros do Governo com responsabilidade, com
lealdade institucional e visão de futuro. Mas, sempre na defesa
intransigente dos municípios portugueses, pilares da democracia de
proximidade e desenvolvimento dos nossos territórios”, evidenciou.No seu entender, só municípios mais fortes fazem Portugal crescer e avançar. “Caros
colegas autarcas de todo o país, quando nos perguntam, como já me
perguntaram várias vezes, de que lado estaremos, nós respondemos
perentoriamente: estaremos onde sempre estivemos, ao lado das pessoas e
ao lado de Portugal", afirmou.Ao longo do
seu discurso, o também presidente da Câmara Municipal de Pombal
(distrito de Leiria) sublinhou que a ANMP é um projeto nacional e
agregador.“A ANMP é de todos aqueles que,
com a sua paixão, trabalham diariamente pelas suas comunidades e é esta
pluralidade que sustenta a nossa força institucional e é também a nossa
razão de existir. A ANMP é uma instituição plural e suprapartidária,
livre, aberta a todos os quadrantes ideológicos e assente numa convicção
essencial. O municipalismo pertence ao país real”, disse.Pimpão
lembrou que na ANMP convergem autarcas do continente: do litoral e do
interior; das grandes áreas metropolitanas e das zonas de baixa
densidade; mas também das regiões autónomas. “A
nossa força é esta diversidade que não divide, mas que enriquece. Uma
unidade que não exige uniformidade, nem exige unanimismo, mas que exige
compromisso e responsabilidade e compromisso”, vincou.O
novo presidente da ANMP reiterou ainda que pretendem um país mais
coeso, mais moderno e verdadeiramente descentralizado, bem como uma nova
Lei das Finanças Locais já em 2027 e descentralização responsável e com
financiamento garantido.