Pedro Nuno Santos "não é dispensável" no PS, diz secretário-geral adjunto
4 de jan. de 2023, 17:23
— Lusa/AO Online
Numa entrevista ao
Público e à Rádio Renascença, que será divulgada na íntegra na
quinta-feira, o secretário-geral adjunto do PS protagonizou a primeira
reação à saída de Pedro Nuno Santos do Secretariado do PS, órgão de
direção do partido, deixando a mensagem de que no PS "não há
naturalmente pessoas dispensáveis"."Continuamos
a contar com Pedro Nuno Santos, é um militante importante do PS. O PS
sempre foi um espaço de grande liberdade e pluralidade. Isso ao longo da
história sempre fortaleceu o PS", vincou João Torres, que liderou a
Juventude Socialista entre 2012 e 2016. Pedro Nuno Santos exerceu a
mesma função entre 2004 e 2008.Depois de
agradecer a dedicação de Pedro Nuno Santos no executivo, o número dois
dos socialistas rejeitou a ideia de que tenha existido qualquer "rutura
com o Governo" na sua demissão do cargo de ministro das Infraestruturas
na sequência do caso da indemnização de 500 mil euros recebida pela
ex-secretária de Estado Alexandra Reis para sair da TAP. Segundo
João Torres, o ex-ministro "está orgulhoso pelo trabalho que
desempenhou enquanto membro de sucessivos governos liderados por António
Costa", nos quais foi "uma peça decisiva no encontro de soluções
políticas e de políticas públicas que ajudaram o país a virar a página
da austeridade".Como secretário de Estado
dos Assuntos Parlamentares e ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno
Santos "uma marca muito positiva e reconhecida pelos socialistas e
pelos portugueses", disse, na entrevista ao Público e à Rádio
Renascença."Não tenho a mais pequena
dúvida de que o PS poderá continuar a contar com o empenho, dedicação e a
inteligência de Pedro Nuno Santos", concluiu. Pedro
Nuno Santos pediu para sair do Secretariado Nacional do PS e viu já
aprovada a suspensão do seu mandato de deputado por 30 dias.Estas
duas decisões de Pedro Nuno Santos, que hoje é substituído no Governo
nas suas pastas ministeriais por João Galamba (Infraestruturas) e Marina
Gonçalves (Habitação), foram confirmadas à agência Lusa por fonte
partidária.Cabeça de lista socialista por
Aveiro nas últimas eleições legislativas e apontado com um dos
potenciais candidatos à sucessão de António Costa na liderança do PS,
Pedro Nuno Santos demitiu-se do Governo na passada quarta-feira à noite
para “assumir a responsabilidade política” do caso da indemnização de
500 mil euros paga pela TAP à ex-secretária de Estado do Tesouro
Alexandra Reis.