Pedro Nuno já publicou documentação sobre casas de Lisboa e Montemor-o-Novo
17 de abr. de 2025, 09:59
— Lusa/AO Online
Na
sequência da notícia de que Ministério Público abriu uma averiguação
preventiva sobre compra de duas casas em Lisboa e em Montemor-o-Novo,
Pedro Nuno Santos prometeu publicar estes documentos hoje, pediu para
ser ouvido pelo Ministério Público e disse que “quem não deve não teme,
quem não teme não foge”.No topo do ‘site’
da campanha para as legislativas - https://ofuturoeja.pt/- e sob o lema
"quem não deve não teme" são disponibilizados nove documentos sobre este
património, assim como notícias e respostas à comunicação social que
foram dadas na altura em que este caso veio a público, em 2023.Usando
outra das frases ditas na véspera pelo líder do PS de que “as denúncias
são anónimas, mas a verdade é pública”, entre os documentos
disponibilizados estão as escrituras das duas casas, contratos de compra
e venda, contratos de promessa de compra e venda, notificação da AT
sobre o novo IMI da Casa de Montemor-o-Novo, cadernetas prediais ou um
contrato de doação de ações da Tecmacal, empresa do pai do líder
socialista.Pedro Nuno Santos afirmou na
quarta-feira à noite aos jornalistas que foi com “surpresa que soube
pela imprensa” desta questão e disse estranhar a coincidência e o
momento da divulgação da notícia.O líder
socialista assegurou que não foge ao escrutínio e que está disponível
para o mesmo, ao contrário do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que
acusou de não o fazer.O Ministério Público
(MP) abriu uma averiguação preventiva na qual é visado o
secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, confirmou à Lusa a
Procuradoria-Geral da República (PGR)."Na
sequência de receção de denúncias e tendo em vista a recolha de
elementos, o Ministério Público determinou a abertura de uma averiguação
preventiva", referiu fonte oficial da PGR, sem adiantar mais detalhes
sobre o caso.Segundo o jornal
"Observador", que avançou a notícia, em causa estão suspeitas
relacionadas com a aquisição de um imóvel em Lisboa e outro em
Montemor-o-Novo.A averiguação preventiva
"corre termos" no Departamento Central de Investigação e Ação Penal
(DCIAP), no qual é investigada a criminalidade económico-financeira mais
complexa.