Pedro Nuno aponta falta de mão-de-obra mas Montenegro não abdica de vistos de trabalho
11 de dez. de 2024, 15:16
— Lusa/AO Online
Estas posições foram
trocadas entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro na abertura do debate
quinzenal no parlamento, o primeiro desde que o PS viabilizou a
proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2025.O
líder socialista abriu o debate criticando o fim do regime de
manifestação de interesse em matéria de política de imigração, dizendo
que a atual falta de uma alternativa ao anterior regime está a provocar
problemas de falta de mão-de-obra em setores como a construção civil,
agroindústria ou turismo.Pedro Nuno Santos
estimou que faltam cerca de 80 mil trabalhadores, que está em risco a
execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que o Governo
tomou essa medida restritiva apenas por “disputa política com o Chega”.O
primeiro-ministro respondeu associando antes o PS ao Chega, frisou que o
seu executivo recusa “portas escancaradas” ao nível da imigração e
defendeu que se exige visto de trabalho para a entrada em Portugal.Luís
Montenegro adiantou que o Governo está no presente a trabalhar com os
setores que carecem de mão-de-obra e que se procura facilitar o acesso à
habitação para uma melhor integração social.