Pedro Nuno acusa Rangel de “desonestidade política” sobre suplemento para pensões
18 de ago. de 2024, 11:45
— Lusa/AO Online
“O
PS não se manifestou contra a medida; apenas disse que se o Governo
quisesse apoiar de forma estrutural os pensionistas, teria feito um
aumento permanente das pensões, ou seja, um aumento que subisse o valor
das pensões para o futuro”, destacou o líder socialista, numa mensagem
na rede social X.Pedro Nuno Santos, que
partilhou na mesma publicação uma notícia do jornal Público, que refere
que Paulo Rangel ficou chocado com a reação da oposição à medida, frisou
que o ministro dos Negócios Estrangeiros devia, “pelas funções que
ocupa, medir cada palavra usada”. “O PSD
não passou a defensor do sistema público de pensões. Está apenas a
enganar os pensionistas com a ilusão de um aumento. Nem sequer está
concentrado em resolver os problemas estruturais do país ou dos
pensionistas”, sublinhou.O socialista
destacou ainda que a “única motivação” do Governo da Aliança Democrática
“é oportunista: usar as boas contas públicas deixadas pelo anterior
governo para implementar uma estratégia que traga ganhos eleitorais no
curto prazo”.Paulo Rangel refutou as críticas da oposição às medidas anunciadas pelo
primeiro-ministro no Pontal, defendendo que o suplemento extraordinário
para pensões mais baixas é um “apoio fundamental” que “deverá abranger
2,4 milhões de pessoas”.“Não compreendo
como há tanta gente, nomeadamente os partidos da oposição, que está
incomodada com esta medida social que revela responsabilidade
orçamental”, disse Paulo Rangel.“Choca-me
mesmo que perante um apoio, que é um apoio extraordinário, mas que é
muito relevante aos portugueses. O que nós vemos é [que] partidos que se
dizem os grandes defensores do Estado Social estão contra esse apoio ou
estão a tentar desvalorizá-lo”, admitiu Rangel, em declarações aos
jornalistas no Porto, transmitidas por televisões com a SIC Notícias.Paulo
Rangel apontou em específico as críticas do secretário-geral do PS,
Pedro Nuno Santos, de que o suplemento para as pensões é uma medida
eleitoralista.“Que eu saiba, não há
perspetiva de eleições, só há eleições se o secretário-geral do PS
quiser. Sinceramente, eu não vou fazer comentário político, mas há uma
coisa que lhe digo que é clara, os portugueses que estão em casa sabem
que somos um Governo reformista, com sensibilidade social”, referiu.Este
suplemento, que foi anunciado na Festa do Pontal,
rentrée política do PSD, no Algarve, deverá ser aplicado em outubro e
custará “um pouco mais de 400 milhões de euros”, ainda de acordo com
Rangel.