Pedidos de patentes à Europa vindos de Portugal sobem para 312 sobretudo na tecnologia
28 de mar. de 2023, 12:38
— Lusa/AO Online
De
acordo com o Índex de Patentes 2022, publicado pelo IEP, o número
total de pedidos de patentes submetidos por empresas e inventores
portugueses aumentou 7,6% em 2022 para um total de 312, o maior volume
até à data e 40% acima do volume registado há cinco anos.Esta
subida compara com um acréscimo de 15,5% em 2021, para 290, e com o
aumento de 2,5% nos pedidos de patentes totais ao IEP também em 2022,
para 193.460.À semelhança do ano anterior,
em Portugal no ano passado, a tecnologia informática foi novamente a
área com mais pedidos de patentes apresentados junto do IEP, seguindo-se
as tecnologias médicas e farmacêuticas e fazendo da saúde a indústria
com o maior número de submissões. Ao todo,
no ano passado, as empresas e inventores portugueses aumentaram os seus
pedidos de patentes para produtos farmacêuticos em 85,7%.Quanto
aos requerentes de patentes de Portugal, a Feedzai, empresa portuguesa
dedicada à inteligência artificial para prevenir e detetar fraude nos
pagamentos em instituições financeiras, voltou a ser a principal
entidade a submeter pedidos (20), juntamente com a Universidade de
Aveiro (também 20), seguindo-se a Novadelta (13), a NOS Inovação (nove),
a Universidade do Minho (oito), a Universidade de Coimbra (sete), a
Universidade Nova de Lisboa (seis), o Instituto de Medicina Molecular
João Lobo Antunes (cinco), a Universidade do Porto (também cinco) e a
Altice Labs (quatro).Entre estes 10 principais requerentes junto IEP, seis são universidades ou institutos portugueses.No
que toca a regiões, o Norte liderou o número de pedidos de patente, com
uma quota de 36,2% face ao total, seguida de perto pela região Centro
com uma fatia de 33,3%. Lisboa teve, por seu lado, o crescimento mais
forte (+38,6%), contribuindo para 25,3% do número total dos pedidos
portugueses.No conjunto total, em 2022, os
cinco principais países de origem para pedidos de patentes no IEP foram
os Estados Unidos (equivalendo a um quarto do total), a Alemanha, o
Japão, a China e França.Ainda assim, o
crescimento dos pedidos registado no ano anterior foi alimentado
principalmente pelas submissões oriundas da China (+15,1% em comparação
com 2021), que mais do que duplicaram nos últimos cinco anos, bem como,
embora em menor medida, pelos pedidos norte-americanos (+2,9%) e da
República da Coreia (+10,0%).A fabricante
chinesa Huawei, que já tinha sido a principal empresa requerente, foi
novamente a líder em 2022 (com 4.505 submissões), seguida pela coreana
LG (3.510), pela norte-americana Qualcomm (2.966), pela coreana Samsung
(2.874), pela sueca Ericsson (1.827), pela alemã Siemens (1.735), pela
norte-americana Raytheon Technologies (1.539), pela alemã BASF (1.401),
pela Royal Philips (1.338) e pela japonesa Sony (1.329).