Pedidos de asilo atingiram o número mais alto desde 2016
22 de fev. de 2023, 08:28
— Lusa/AO Online
Estes pedidos, apresentados
principalmente por sírios e afegãos, aumentaram mais de 50% em relação a
2021, indicam estes dados provisórios. O
aumento deve-se "em parte ao levantamento das restrições ligadas à
pandemia da covid-19", mas também a situações de conflito e insegurança
alimentar em todo o mundo, sublinhou a agência europeia.Estes
requerentes de asilo juntam-se aos quatro milhões de ucranianos que
fugiram da guerra e beneficiam de um estatuto especial de proteção
temporária na União Europeia (UE), sublinhou a AUEA, referindo ainda que
a conjugação destes dois fatores colocou “os sistemas nacionais de
acolhimento sob considerável pressão”.Durante
o grande fluxo de refugiados na Europa entre 2015 e 2016, causado em
particular pelo conflito na Síria, o número de requerentes de asilo
atingiu 1,3 milhões (2015) e 1,2 milhões (em 2016).Os pedidos de asilo apresentados por menores desacompanhados totalizaram 43.000 em 2022, o maior número desde 2015.De
forma geral, os sírios (132.000) e os afegãos (129.000) continuam a ser
de longe os principais requerentes de proteção, seguidos pelos turcos
(55.000).Os venezuelanos (51.000 pedidos) e
os colombianos (43.000), que não precisam de visto para entrar no
espaço europeu, apresentaram três vezes mais pedidos do que em 2021. Em seguida, os paquistaneses (37.000), os bengaleses (34.000) e os georgianos (29.000) foram os que mais fizeram pedidos.Cerca
de 28 mil ucranianos, a quem a UE decidiu em março de 2022 conceder o
estatuto especial de proteção temporária, pediram asilo apesar da sua
condição distinta. Cerca de 17.000 russos fizeram igualmente um pedido de asilo.Cerca
de 40% das decisões proferidas em primeira instância em 2022 foram
positivas – concedendo ao requerente a condição de refugiado ou proteção
subsidiária –, a maior “taxa de reconhecimento” em cinco anos.Esta
taxa é particularmente alta para sírios (94%), bielorrussos (88%),
ucranianos (86%), eritreus (84%), iemenitas (84%) e malianos (70%).Por
outro lado, estas decisões foram muito limitadas para os cidadãos da
Índia, Moldávia, Macedónia do Norte e Vietname (1%), Tunísia (2%),
Bósnia-Herzegovina (2%), Venezuela (3%), Sérvia (3%) e Nepal (3%).