Pedido dos EUA para estacionar 12 aviões reabastecedores nas Lajes seguiu “procedimento habitual”
23 de jun. de 2025, 10:52
— Lusa
Na
sexta-feira, a Lusa tinha constatado que estavam na Base das Lajes, nos
Açores, 12 aviões reabastecedores da Força Aérea norte-americana, mas
fontes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (EUA) não quiseram
comentar se a presença destas aeronaves estava relacionada com a
situação no Médio Oriente.Esta presença
levou a pedidos de esclarecimentos ao Governo por parte de vários
partidos, nomeadamente PS, Bloco de Esquerda, PCP e Livre.Em
comunicado, o Ministério da Defesa Nacional veio hoje à noite confirmar
a presença dos aparelhos aéreos, indicando que "no passado dia 18 de
junho, [quarta-feira] os EUA solicitaram, através de nota diplomática,
autorização para 12 aviões reabastecedores utilizarem a Base das Lajes, a
qual foi concedida". "Nessa notificação, é
referido que a missão das aeronaves é apoiar a Força Naval
norte-americana no Atlântico", acrescenta o ministério na mesma nota
informativa. A tutela liderada por Nuno
Melo assegura que "este é um procedimento habitual" e sublinha que "ao
abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os EUA a
utilização da Base das Lajes para o estacionamento ou trânsito de aviões
militares está sujeito a autorização prévia do Estado português" e que o
país "concede autorizações específicas, trimestrais ou permanentes de
sobrevoo e aterragem, não apenas aos EUA, mas a muito outros países". Com
base nestas autorizações, "o estacionamento de aeronaves militares é
normalmente notificado com 72 horas de antecedência ou com antecedência
mais curta, devido à imprevisibilidade de algumas missões", explica o
ministério.O Ministério da Defesa Nacional
refere ainda que os aviões que se encontram nos Açores são "aviões de
reabastecimento aéreo", não se tratando de meios aéreos ofensivos. O
Governo esclarece ainda que "não passam meios de combate
norte-americanos pela Base das Lajes há mais de um mês" e que para além
deste pedido, emitido, "pelas vias regulares e adequadas, não houve mais
nenhum contacto por parte das autoridades dos EUA".