PE quer Conferência sobre o Futuro da Europa a arrancar no outono
18 de jun. de 2020, 16:58
— Lusa/AO Online
Numa resolução hoje adotada durante a sessão
plenária, com 528 votos a favor, 124 contra e 45 abstenções, a
assembleia considera que a crise da covid-19 acentua ainda mais a
“urgência de a União Europeia começar a trabalhar sobre a forma de se
tornar mais eficaz, mais democrática e mais próxima dos cidadãos”.Segundo
o Parlamento Europeu, 10 anos após a entrada em vigor do Tratado de
Lisboa, 70 anos após a declaração Schuman e no contexto da pandemia da
covid-19, “chegou o momento de reavaliar a União”, sendo necessárias
“reformas institucionais e políticas em vários domínios da governação”.Os
parlamentares defendem que o âmbito da Conferência deve permanecer
“aberto a todos os resultados possíveis, designadamente propostas
legislativas, que deem ou não origem a alterações ao Tratado”, e
consideram que, apesar da pandemia, “a participação direta dos cidadãos,
das organizações da sociedade civil, dos parceiros sociais e dos
representantes eleitos” neste evento “tem de continuar a ser uma
prioridade”.No texto hoje adotado, o
Parlamento volta a lamentar que o Conselho da UE não tenha ainda adotado
uma posição sobre a Conferência, exortando-o a “ultrapassar as suas
diferenças” e a apresentar rapidamente uma posição relativamente ao
formato e à organização da mesma.Os
detalhes sobre o formato e a organização da Conferência sobre o Futuro
da Europa têm ainda de ser acordados com as outras duas principais
instituições da UE, o Conselho e a Comissão.A
Conferência, um fórum de discussão que está previsto durar dois anos,
deveria ter começado no Dia da Europa, 09 de maio, e prolongar-se até ao
verão de 2022, mas a pandemia da covid-19 força a um novo calendário,
sendo certo que decorrerá também durante a presidência portuguesa do
Conselho da UE no primeiro semestre de 2021, se arrancar ainda este ano,
tal como reclama hoje o Parlamento Europeu.