PDLPT impõe condições para aprovar viabilizar financiamento da PDL26
Hoje 09:15
— Nuno Martins Neves
O movimento independente Ponta Delgada Para Todos (PDLPT) anunciou ontem
as suas exigências para aprovar o financiamento da PDL26 - Capital
Portuguesa da Cultura em risco, que ficou em risco após o chumbo do
segundo aditamento ao contrato-programa com o Coliseu Micaelense,
entidade responsável pela gestão da iniciativa.De recordar que PDLPT e
Chega votaram contra o documento, com PS a abster-se e apenas o
executivo PSDa votar favoravelmente. O processo volta à mesa da
discussão esta quarta-feira, dia 17, numa reunião de Câmara
extraordinária convocada pelo executivo PSD, após acordo com os
vereadores do PS.Segundo o movimento independente, a PDL26
“constitui uma oportunidade estratégica para a valorização cultural,
social e económica do concelho e da Região Autónoma dos Açores”, pelo
que enviaram ao presidente da Câmara, Pedro Nascimento Cabral uma
“proposta de consenso” para viabilizar o acesso a 1,97 milhões de euros,
mas mediante o cumprimento de três premissas “que considera
fundamentais para assegurar a transparência, a legalidade financeira, a
boa gestão dos recursos públicos e a efetiva valorização dos agentes
culturais açorianos”.A primeira prende-se com o reforço da
participação dos agentes culturais açorianos: “que seja assegurada a
afetação de, pelo menos, 60% do montante a candidatar ao Programa Açores
2030, no valor de 1.176.470,59€, à contratação de artistas, criadores,
associações culturais ou outras instituições com sede na Região Autónoma
dos Açores ou que nela desenvolvam atividade cultural regular”.Depois,
o movimento independente de Sónia Nicolau quer que a comissária da
PDL26, Kátia Guerreiro, preste um esclarecimento sobre as declarações
proferidas no dia 11, nomeadamente sobre já existirem compromissos
assumidos “sem que exista prévia e adequada cobertura orçamental e
financeira”, bem como a “eventual alteração da finalidade atribuída ao
apoio de 650 mil euros”, provenientes do Turismo de Portugal, que estava
destinada às áreas de comunicação, promoção e divulgação da Capital
Portuguesa de Cultura.Por último, exige que o executivo camarário
responda às 11 questões sobre o segundo adiantamento do
Contrato-Programa Setorial Plurianual 2024-2026, “matéria que
consideramos essencial para uma adequada fiscalização política e
financeira do processo”.Sobre a nova reunião, o PDLPT lamentou a
“inexistência de qualquer contacto prévio com vista à consensualização
do agendamento da reunião extraordinária”, apesar do movimento
independente ter demonstrado abertura para isso. “O PDLPT acredita
que é através do diálogo institucional, da transparência na gestão
pública e do respeito pela representação democrática de todas as forças
políticas que será possível tomar decisões mais sólidas, reforçando a
confiança dos cidadãos nas instituições e contribuindo para o sucesso de
Ponta Delgada enquanto Capital Portuguesa da Cultura 2026”, finaliza a
nota.