PDL2026 explica contratação para curadoria da literatura
Hoje 10:11
— Daniela Arruda
A organização da PDL2026 já se pronunciou sobre a contratação do Festival Utopia para a área da literatura, depois de o Movimento Ponta Delgada para Todos (PDLPT) ter anunciado que tinha apresentado um requerimento à Câmara Municipal de Ponta Delgada sobre a contratação de Paulo Ferreira para a curadoria da área da literatura da Capital Portuguesa da Cultura.Num comunicado, a organização da PDL2026 afirma que a escolha dos curadores é da responsabilidade de Katia Guerreiro, comissária da PDL2026 e que não está sujeita a concurso nem a consulta pública. No caso da literatura, foi escolhido o Festival UTOPIA para assegurar a curadoria.A organização explica ainda que o Festival UTOPIA é representado contratualmente pela empresa Booktailors, que tem a marca Utopia e da qual Paulo Ferreira, diretor do festival, é sócio-gerente. Segundo a PDL2026, o contrato foi celebrado com a empresa e “não existe nenhuma contratação a nenhuma pessoa individual para esta curadoria”. Neste sentido, a organização nega que Paulo Ferreira tenha sido contratado individualmente ou de que tenha proposto a contratação da sua própria empresa e explica que foi a comissária da PDL2026 quem decidiu que a curadoria da literatura seria desenvolvida através da contratação do Festival UTOPIA.Esta curadoria tem um valor contratado de 258.620,69 euros, acrescido de IVA. A PDL2026 destaque que, em Ponta Delgada, as iniciativas decorrem ao longo de um ano, divididas em quatros capítulos, e incluem conferências, lançamentos de livros, presença de escritores regionais, nacionais e internacionais, concertos, atividades em escolas, sessões infantojuvenis e workshops, entre outros eventos.A organização compara ainda este valor com os 180 mil euros atribuídos ao festival em Braga que, segundo a PDL2026, teve a duração de apenas uma semana.