PCP vai propor eliminação de propinas no Ensino Superior e reforço da Ação Social Escolar
10 de set. de 2025, 17:21
— Lusa/AO Online
“Para
garantir a igualdade e o caminho para a gratuitidade, o PCP apresentará
um projeto de lei para a eliminação das propinas, taxas e emolumentos
em todos os ciclos do ensino superior, assim como o reforço da Ação
Social Escolar para assegurar que todos os que pretendam aceder possam
de facto aceder ao Ensino Superior”, adiantou Paula Santos.Durante
a reunião da Comissão Permanente – órgão que funciona durante o período
de férias da Assembleia da República – a deputada comunista centrou a
sua intervenção no regresso às aulas, deixando críticas ao Governo por
recentemente ter decidido descongelar, a partir do ano letivo 2026/2027,
o valor das propinas das licenciaturas.Este valor não sofre alterações desde 2020 e passará de 697 para 710 euros, de acordo com o ministro da Educação.Alertando
para as dificuldades económicas de vários estudantes e famílias, Paula
Santos acusou o Governo de ter como objetivo “restringir ainda mais o
acesso ao Ensino Superior” ao aumentar as propinas “ao arrepio das
disposições constitucionais que determinam o direito à educação”.“Contrariamente
às afirmações do Governo, aumentar as propinas significa mesmo mais
desigualdades, significa mesmo mais desigualdades e deixar estudantes
para trás”, defendeu.Para o PCP, “a educação não pode ser um privilégio para uma elite com condições económicas, como entende o Governo”.Paula
Santos apontou que este mês o ano letivo inicia-se mas mantêm-se
“velhos problemas” como a falta de professores, psicólogos, técnicos
especializados e auxiliares da ação educativa, a “degradação do parque
escolar”, a “insuficiência da ação social escolar”, o “empobrecimento
dos currículos” ou a “desvalorização da educação inclusiva”.A
deputada comunista apelou à valorização do estatuto da carreira
docente, com a melhoria de salários e condições de trabalho e alertou
para a falta de vagas em creches e na educação pré-escolar.O
PCP propõe a criação de uma rede pública de creches, através da
abertura de 100.000 vagas até 2029, argumentando que o investimento
nestas vagas equivale à redução do IRC neste período.“Portanto,
estamos a falar de facto de uma clara opção política de não investir
nas creches, e a criação de vagas de educação pré-escolar”, sustentou.